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E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

17
Mai04

Rinites, Alergias e Síndromes de Aeroporto

Little Miss Sunshine
Pois é… Hoje o meu médico disse-me que tenho alergia à Primavera – como se fosse possível! Eu então! Que adoro a Primavera, o sol, o inicio do calor, as flores, o céu azul, o amor no ar… os passarinhos a fazer “ piú, piú”! Mmmmmmmm… É impossível ficar alérgica a isso!!! Ainda não acredito… NÃO! Não é possível ter sido apanhada nas teias do pólen assassino! Não! (Lágrimas de crocodilo) Sinceramente! Há dias ouvi na televisão que os jovens estão cada vez mais propensos a alergias respiratórias. Diz um estudo que isso se deve aos jovens saírem menos de casa…Pois não é para menos, não é? Deve mesmo de ser… Com o preço que as casas estão e os créditos a aumentarem os prazos, o jovem imberbe que não optar por ficar em casa no poupanço está redondamente lixado! O pior é que aos 70 anos ainda vai estar a pagar a casa… Bem, cada um tem aquilo que merece! E eu devo mesmo de merecer porque, para variar, o trabalho hoje não correu pelo melhor… Para além de estar com uma dor de cabeça insuportável, ainda tive de aturar passageiros perdidos, desorientados, a caminho de férias idílicas – ah se a inveja matasse…
Trabalhar no aeroporto é divertido. Claro que não vai ser nada giro durante o Euro2004, mas trabalhar no aeroporto tem cenas mesmo giras que acabam mesmo por quebrar os momentos de stress que se vivem diariamente:
“O passageiro??? Está a faltar um passageiro! Oh não! O voo vai atrasar UM SEGUNDO! Desculpe? (…) NÃO…! NÃO PASSE POR BAIXO DA ASA!!! (…) The way out? Well, you need to (…) Sì, davanti e dopo a destra, però (...) Passajeros para Dusseldorf, puerta nuove (...) Entschuldigung... Hallo? Danke schön...”
Pois é... Uma pessoa tem de ser poliglota...
O mais hilariante é mesmo o que nós, funcionários da área de passageiros, chamamos de síndrome do aeroporto. Parece que todos os passageiros, assim que passam as portas das partidas, se esquecem das coisas mais básicas… Por exemplo, dos números. Sim! É verdade! Por exemplo, um passageiro aborda muitas vezes um funcionário para perguntar “Ibéria?”… Ok, até aí tudo bem… Não deve saber ler os quadros indicativos do aeroporto, até pode ser analfabeto… Nós fazemos-lhe o favor…
O pior é quando ele nos pergunta dois balcões ao lado, mesmo após os tapetes e o sinal de 2 METROS indicativo de que AQUELES vão ser os balcões de check-in da Ibéria (isto se não estiverem já lá as colegas, de balcões abertos, a efectuar o check-in a outros passageiros, que pelos vistos não tiveram tantos problemas) …
Pior ainda é quando vêm em transferência. Parecem mesmo pardais fora do ninho… Perguntam tudo a todos e como se ainda não fosse suficiente, para terem AINDA MAIS certeza, telefonam a todas as companhias que o telefone interno do aeroporto permite. Depois fazem exactamente o contrário…
A vida no aeroporto é animada! Quando nós fazemos desembarques com trânsitos e perguntamos se ficam em Lisboa então, é hilariante! … Ainda no outro dia um passageiro respondeu: “ não, eu não vou ficar em Lisboa… Ainda sigo para Salvaterra de Magos!”…
Então já sabem… Este síndrome ainda não está devidamente reconhecido pelos médicos, mas nós, funcionários de aeroporto, nós que lidamos com os sintomas de tal maleita INFORMAMOS… Dos sintomas:

• Analfabetismo precipitado e passageiro
• Falta de visão periférica
• Falta de discernimento lógico
• Sensação de estar constantemente perdido
• Perguntar vezes sem conta a mesma informação, à mesma pessoa.

IMPORTANTE! Quando forem atingidos por tais sintomas, peçam uma água das pedras… É que assim encontra-se o verdadeiro equilíbrio e isso pode distingui-lo entre o ser um passageiro normal ou um passageiro estúpido!
Ai a minha cabeça… Minha rica Primavera!!! Não fosse esta Rinite, eu até te dava uma beijoca de boas vindas… Vê se vens para ficar, que de chuva e frio estou eu farta!
15
Mai04

Fadas...

Little Miss Sunshine
fairy.gif As fadas existem! Sim, Sim! Vocês não acreditam? Pois elas ditaram-me o destino. Vou para Inglaterra estudar... Foram elas que me ajudaram, as fadas do meu coração e que regem o meu espírito... Aqui fica a minha homenagem a elas... Obrigada...
15
Mai04

A família - Hierarquias Anárquicas e outros pensamentos que tais...

Little Miss Sunshine
Em casa da avozinha para mais uma semana de trabalho e sem o meu cãozinho... Buááá! A sério, quando não estou em casa dos meus pais eu sinto mesmo é a falta dos meus animais – muito mais compreensivos e dados que os meus irmãos, irmã e pais. Bem, excepto quando se põem a ladrar porque o cão "y" entrou no território do cão "x" ou porque o cheiro de um está a marcar o cheiro de outro e lá vai um alçar de perna comprometedor na colcha nova da mãe, ou na toalha de mesa comprida acabadinha de pôr na mesa de jantar para receber as visitas – mas que afinal desmarcaram à ultima da hora, e portanto os ditos canídeos decidem diminuir o stock de ração humana roubando a grande perna de peru fumegante de cima do fogão! AUCH!
Argh! Lá se vai o almoço e os restos para o jantar!
Do mal, o menos… O pior das reuniões familiares é mesmo as horas de refeição.
Eu já não estou mesmo para as merdinhas deles. Bolas, eu já sou crescidinha, madura e focada noutras coisas que não a “cusquice” de gajos e gajas, este fez isto, aquele fez o outro e risinhos irritantes e imbecis a acompanhar a mixórdia que, denominada normalmente como hora de refeição em família, passou a ser (já à uns tempos para cá) a hora da humilhação em família – normalmente à hora de refeição é quando está tudo junto... Ou estava, porque eu já estou a fazer por desbastar a selva que é o meu caminho para a glória. Ai mas está tão difícil… Ou então são as minhas facas de desbaste que estão a ficar velhas…
A culpa é do EURO! Aumentou o custo de vida e agora só tenho é bolsos rotos… Bem, não é exactamente para levar isso à letra! Estou mesmo é na penúria e ainda faltam duas semanas para receber… (Ai Costa, a vida “costa”!) Assim, que remédio tenho eu senão assumir o que não quero: o meu caminho para a glória está então adiado por tempo indeterminado (ou até Setembro, quando apanhar o voo para o Reino Unido, em direcção à maior loucura da minha vida! - Será o maior bar de diversão nocturna de todos os tempos? Será a visita mais atribulada de sempre ao Harrod’s? Será a perseguição ao príncipe William? – Hei, calma aí que eu já tenho dono! - Nada disso… Vou mesmo matar a cabeça com livros, meter a cabeça em livros, vou fazer aquilo que nós todos amamos fazer (ironia ferrugenta!): ESTUDAR… I know I am crazy…).
Para já ando no poupanço, ou porque é que acham que EU estou na casa da minha avó, a um sábado à noite, de pijama vestido, sagazmente a tentar baralhar o teclado do computador com a minga rapidez digital - que, a propósito, é a pilhas! Quer dizer, o meu teclado, não a minha rapidez digital! (E NÃO É NADA DISSO QUE ESTÃO A PENSAR! Esta gente anda muito perversa ultimamente…)
Modernidades de tecnologia. Ainda na semana passada me “flipei” porque o teclado comia as letras e as palavras ficavam com um sentido meio amorfo ou disléxico. Amei – sarcasmo, muito, muito sarcasmo... e muita vontade de partir o teclado todinho também, saltar em cima dele e atirá-lo do quinto andar!
Mas o teclado dever ter um santo muito forte porque entre troca de pilhas lá foi fazendo o trabalhinho dele entre murros e algum praguejo! Há dias assim!
Como se as fadas conduzissem as nossas vidas e nós nos deixassemos levar...

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