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E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

11
Ago04

A teoria do amor moderno ou, se preferirem, porque é que as pessoas se "estatelam" no meio do chão quando se apaixonam e teimam em levantar-se só para poderem repetir a mesma dose.

Little Miss Sunshine
Ahhhh, o amorrrr.... Já deu que falar a Gregos e Troianos, a Romanos, Celtas, Pigmeus, Aztecas, mas dá muito mais que falar agora à moderna Polis que é o nosso Mundo.
Pois é, o amor é lindo. O amor é Cor-de-rosa, azul-bebé, verde marinho, as cores todas do coração reunidas em alegres golfadas de suspiros. O amor é Primavera. O amor é voar sem asas. O amor também é quase cair no chão, mas antes do encontro imediato de terceiro grau com o piso duro e doloroso, é ser agarrado por um príncipe num cavalo branco, existente somente na memória de quem gosta de sonhar alto.
O amor é motivado pelo físico, o físico motivado pelo amor, o amor é também motivado pelo amor e o físico é uma espécie de amor... pelo físico.
Hoje em dia o amor é cair, levantar, tentar de novo. Cair, partir o nariz, levantar, tentar de novo. Cair, partir o nariz e a boca, levantar, tentar de novo... Está-se uma vida inteira a partir pernas, braços, pés, cabeças, mas parece que ninguém aprende e volta a apaixonar-se... Volta a colocar-se em risco em nome de sentimentos nobres, impossíveis de escapar. Tal como uma depressão não se livra de prozac ou xanax, nós – seres de coração pujante e sangue quente – não nos livramos do amor. È um vício na idade moderna, seja de que forma for.


bear.jpg


É o vizinho de cima que espreita a vizinha de baixo a estender a roupa no varal, é o amigo dos nossos filhos que aparece à nossa frente de mão dada com outra menina, é a mana que faz o almoço para não teres de te levantar cedo da cama, é a adolescente com quem cruzamos na praia, completamente coberta por um exemplar másculo e com o peso bem distribuído em cima dela, a sugarem saliva da boca um do outro, é o colega de trabalho que passa a vida a olhar para ti absorto mas que nunca teve coragem de meter conversa decentemente, é a melhor amiga que vai casar com o seu príncipe encantado, são os dois homens desconhecidos no parque que se beijam discretamente... O amor está em todo o lado (“Onde? Onde? É MEU, ai de quem lhe tocar!!!!”), vive em toda a gente (Especialmente quando aquele taxista grita: “ Seu Burro, vai aprender a conduzir para casa!!”), preenche todo o vácuo de realidade (“... e vou casar com ele e ser feliz para sempre! E vamos ter uma casa grandeee... E vinte filhos, todos com os olhinhos do pai!”), distribui felicidade constante (“Buááááá, o M... deixou-me! Buáááá´! Buáááá´), dá prazer (“Desculpem, mas estou com dor de cabeça, não há nada para ninguém nesta secção hoje! Heheeh”)...
O amor do dia de hoje está presente em todas as quedas que tu dás e te levantas. Porque nós gostamos de amar, independentemente do chocolate que comemos... – Hummm... Será por isso que actualmente comemos mais chocolate também? Hehehe...
03
Ago04

Chuva em Agosto

Little Miss Sunshine
E hoje choveu… Nem queria crer… A três dias do meu aniversário e chove… Seria normal se fosse Inverno… mas eu faço anos em Agosto, pleno Verão doce, quente e por vezes torturante…
Espero que isso seja o prenúncio de algo de positivo para o que vem por aí… Uma nova etapa, uma nova vida, um país novo, uma universidade nova… Amigos novos.
Tenho medos. Muitos. Não deixo, porém, de enfrentar as dificuldades que se me deparam. Dia 15 começo a virar a página do meu grande livro da vida. Para trás fica muita coisa alcançada, muita por alcançar mas que já não fazem sequer parte dos meus objectivos para o amanhã.
A vida é mesmo assim, cheia de mil e um caminhos. O que nos move hoje pode já não nos mover amanhã, o que não quer dizer que não venha a mover um tempo mais tarde de novo, quiçá… Deixo sempre as portas abertas. Não quero repetir um erro do passado que me custou um coração, ainda hoje ferido e com saudosa tristeza do que foi.
Perseguimos um ideal de sonhos e de objectivos em permanente mutação – é isso que nos faz crescer e nos torna homens e mulheres de razão aguçada, de coragem destemida, de vontade de vencer…
Corroída por dentro entre o deixar família e o ficar pelo seguro no ninho dos pais, chega então a grande altura de saltar e abrir as asas, entre rezas assustadas, não vão as asas falhar agora em tão crucial momento e causar uma paralisia geral à mudança.
Mas não… Eu sei que sou capaz, eu sei que, tal como esta chuva de Agosto, também eu vou conseguir purificar e clarificar o meu destino, num novo começo.
A vida é um seguimento constante de oportunidades, como a chuva renasce do calor, eu renasço do passado com olhos no futuro, entre um presente de caminhadas largas e seguras. Na chuva de Agosto eu voo.

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