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E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

20
Out15

O que resta?

Little Miss Sunshine

Vivemos tantas vezes sob pressão, com azáfamas e correrias que não lembram a ninguém. Não há mais dias sem cansaço, não há mais dias de partilha, os sorrisos são escassos e o arrependimento é como uma nódoa de sangue numa camisa branca. Muitas vezes me questionei qual o propósito de ter um companheiro de vida, muitas vezes questionei o porquê de me sentir sózinha mesmo estando acompanhada, muitas vezes engoli em seco porque não ousei –por medo- dizer aquilo que sentia.

Passamos a vida a correr de um lado para o outro que ás vezes temos mesmo de parar e olhar à nossa volta, perceber que quem está no nosso mundo faz falta, e que quem está no nosso coração merece o melhor de nós, mesmo quando nós às vezes teimamos em não querer ver. O que cada um dá, é normalmente o que pode. E se não dá mais, é porque se calhar já deu mais que a conta.

Não sou perfeita, ninguém é. Mas exigi perfeição dos outros, e exigi, e exigi, e exigi. Quando exigiram de mim eu me recusei, eu zoei, eu briguei. Não sou mais que ninguém, por isso tenho ainda um percurso a fazer no meu caminho face ao entendimento, à conversa e ao diálogo. As palavras doem, por que muitas vezes nos dizem o que não queremos ouvir, mas a verdade vem assim mesmo, por essas palavras duras.

Quando tinha de abrir o meu coração e aceitar os pontos de vista de outras pessoas, eu me fechei e continuei a fazer o que sempre quis sem pensar nas pessoas feridas que deixava para trás nesse processo. E o pior? O pior é perceber como estava errada, como me enganei, como por vezes há decisões que se tomam a sangue quente mas que podem destruir o coração de quem se entregou como soube e como pôde, mesmo que nos meus olhos eu tenha visto algo diferente.

A vida é tão curta, e não sabemos quanto tempo estamos ainda por cá. No entanto, perdemos tempo com coisas que não têm importância nenhuma. Afastamos as pessoas que amamos sob pretextos sem qualquer fundamento. Deixamos de falar porque é mais fácil engolir em seco e continuar do que dizer a alguém que queremos mais ajuda – e sabemos que essa ajuda vem, mas nós mesmos não estamos dispostos a ajudar quando o pedido vem do outro lado.

E o que sobra quando não regamos uma flor, e a deixamos à mercê do tempo? O que sobra quando não cuidamos? E agora? O que resta?

Um coração partido, um coração ferido e muita saudade.
Saudade de risos, segredos no ouvido, um toque leve no braço, um beijo tímido onde o pescoço e os ombros se encontram. Saudades.

 

 

18
Out15

Estava tão certa de estar tão errada...

Little Miss Sunshine

A vida é demasiado curta. Perdemos tempo com coisas tão pequenas e esquecemo-nos frequentemente de olhar para aquilo que realmente importa e aquilo que temos (em vez daquilo que nem sequer é). 

 

A teimosia, o cansaço, e o medo não nos deixam ouvir mais ninguém, isolam, põem de parte sentimentos e emoções que deveriam ser relevadas, em vez de serem esquecidas, moidas, ou apagadas.

 

Como pode alguém estar tão errada, e demorar a perceber que esse erro está (juntamente com outros factores) a destruir um sonho? E agora, com lágrimas nos olhos, é tarde para voltar atrás e só o tempo poderá amornar corações magoados, só o tempo pode ajudar a esquecer a maldade que se fez, a teimosia que atrapalhou e a solidão que criou insegurança. A minha vida mudou, mas eu não estou feliz. E ficando aqui, olho para o céu e nunca me senti tão frágil e impotente, porque só o universo pode repôr o equilibrio das más escolhas que eu fiz para as minhas filhas (e para mim), simplesmente porque não fui racional, fui passional.

13
Out15

Procurar o equilibrio...

Little Miss Sunshine

Com tão pouco tempo livre, entre levar as minhas filhas para a escola e infantário, trabalho fora e dentro de casa, é fácil esquecer-me daquilo que realmente me puxa para a frente: ambição, vontade de saber mais, os meus projectos de vida... O meu PhD. Preciso de começar mesmo a organisar ideias e pesquisas, e meter no papel uma proposta decente. Não me posso mesmo esquecer nem desviar disto, porque é mesmo importante para mim... 

 

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