Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

07
Set06

Preciso de uma folguita!

Little Miss Sunshine

Desde que trabalho no supermercado que nunca meti um dia de doença! Nunca telefonei a dizer que estou doente ou assim... Devo de ser a única funcionária que ainda não fez isso... Este ano já quase todos os funcionários o fizeram, estando ou não genuinamente doentes...

O que é engraçado é que hoje me apetece fazer isso... Não me apetece ir trabalhar. Apetece-me ficar na ronha, na caminha, no quentinho, sem correrias nem ter que sair às tantas da noite, apanhar um autocarro após quase uma hora de espera e chegar a casa tarde e a más horas para no outro dia me levantar às 5 da manhã para iniciar um turno às 7.

Mas depois o sentimento de culpa começa-me a invadir, penso nos meus colegas e na sobrecarga que a minha falta lhes pode trazer, penso no ordenado no fim do mês que vai estar um dia mais curto e no prémio de assiduidade, que são normalmente uns dias mais de férias...

Naaaaaa, não vale a pena faltar. O stress de ter de levantar da cama, correr para o autocarro, e e ir trabalhar acaba por compensar a longo termo. De qualquer das formas para a semana é a última vez que faço este horário de full-time. A partir de dia 25, mudo para 30 horas e fico com terças livres do trabalho e da universidade. Provavelmente fico com Domingos livres também. E sexta tenho aulas o dia todo por isso também não vou poder ir trabalhar.

Na primeira semana de aulas vou estar de férias, o que vai ser bom porque vou poder tratar das coisitas que tenho de tratar. Tenho de renovar o cartão da minha universidade também e ir ao posto médico marcar o ponto.

Enfim... Tudo a postos para mais um ano escolar - o último da minha licenciatura e provavelmente o penúltimo do meu currículo escolar, porque para o ano que vem ainda gostaria de fazer mestrado em Marketing. Mas vai depender do preço.

Bem, vou-me despachar. Tenho de ir trabalhar em menos de 3 horas. Não me apetece nada, mas tenho mesmo de ir até porque tenho uma reunião com a boss. A ver se é desta que ela me vai "sign off", o que quer dizer que se ela o fizer, eu passo a ser oficialmente supervisora com farda e tudo. Estes últimos três meses eu tenho estado em treino por isso é como se eu fosse somente uma "cashier" com cargo de supervisora ( e salário de "cashier", o que é injusto!). É um stress porque ninguém me leva a sério e oiço muitos clientes a dizer que querem falar com a supervisora... e a supervisora SOU EU! ARGH!

Enfim... stresses....  Como o do meu namorado ontem. Tem medo que eu acabe com ele daqui a seis meses, que eu perca o interesse, eu sei lá - ontem deu-lhe a insegurança de uma maneira que eu até me passei.

Então e eu? Também tenho inseguranças, e bem piores. E se a mãe dele o passar a odiar por minha causa? E se não lhe renovam o VISA este mês e ele tem de voltar para a India? E se ele me achar "boring" daqui a seis meses, a um ano, a três anos ( que foi o máximo que eu já estive envolvida numa relação?).

Inseguranças todos as temos... Mas eu prefiro ocultar os meus medos e esquecer-me deles. E ele não me está a ajudar em nada nisso se começar com medos também. Eu tenho 28 anos e sei aquilo que quero - eu quero-o a ele, eu amo-o a ele, e isso para mim é mais que prova suficiente de que o quero no meu futuro.

Não posso dizer que daqui a uns tempos as coisas não vão resultar, eu não sei. Mas eu acredito que o tempo adapta as pessoas umas às outras e que desde que haja amor tudo é posível. Eu admiro muito o Sid e nós somos muito semelhantes na maneira como traçamos os nossos objectivos de vida, cada dia que passa eu estou mais apaixonada por ele, porque a maneira como ele me trata, a forma como ele me olha, o jeito que ele tem comigo, quando me abraça, tudo isso que faz querer ficar com ele para sempre, ou até o destino o ditar.

Não há amores para sempre- olhem o exemplo dos meus pais...  Mas há companheiros para sempre. E é com base na amizade, no respeito e admiração mútuas e no aceitar o outro como sendo a continuação de nós próprios que as relações podem durar uma vida inteira. O meu príncipe é especial - ele não é como ninguém que eu já namorei. E isso faz dele o homem da minha vida, porque com ele eu sou uma pessoa mais calma, mais feliz, e amada.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2005
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2004
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D