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E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

O consulado português em Inglaterra é uma vergonha...

Então não é que marcaram a entrevista para o Visto do Sid para o dia de hoje às 10h da manhã, o rapaz acorda cedo, apanha uma catrefada de transportes para chegar ao centro de Londres, gasta uma porrada de dinheiro (só para marcar a entrevista é £1 por MINUTO!!!), chega lá e.... ESTÁ FECHADO! "Feriado de Carnaval"! Tenham santa paciência! Estamos de vôo marcado para dia 6 e ele não pode ir sem o Visa/ Visto e o tempo está a passar a correr... Já vai ter de pagar taxa de urgência, que é o mais provável, e amanhã vai tentar a sorte dele de manhãzinha... Mas é uma vergonha... Até ele, Indiano de gema, ficou chocado... E eu, chocada com tal falta de organização, mal podia acreditar.

Eu sei que desde Janeiro que ando a massacrar o Sid para tratar dos papeis, até porque conhecendo bem o sistema português como conheço, estava já a antever mil e uma complicações... Mas ele sempre foi de deixar tudo para última hora, e agora mais este entrave, estou uma pilha. Péssimista como sou, já me vejo a viajar sózinha... Isto é um pesadelo.... Ele não entende que para eu andar calma e tranquila as coisas entre nós têm de andar mais ou menos controladas. Ou isso, ou ele tem que mostrar que domina a situação minimamente. É o factor segurança que ele não me consegue passar e isso corrói a nossa relação lentamente.

Enervei-me, chateei-me e para piorar ele foi à casa dele, supostamente para ver se tinha recebido alguma correspondência lá do consulado (claro que não, amor... É Portugal no seu melhor, pensavas o quê??), e disse que não se demorava... Demorou quase três horas e nem sequer tinha o telefone ligado. O menino resolveu passar na casa do amigo, e nem uma sms, nem um telefonema. Eu, que entretanto caí de cama (estou com febre, provavelmente devido aos nervos... fui-me abaixo completamente), já dizia mal da minha vida e nunca me senti tão desvalorizada como naquele momento em que impossibilitada de comunicar tive de me aguentar...

O que me entristeceu nisto tudo foi o facto dele ter ido ver o amigo e não me ter dito nada. Senti-me mesmo posta de parte, quase "esquecida" em prol do amigo, isto da pessoa com quem supostamente me vou casar. Devido a tanta merda que passei com tanto gajo malfadado, a minha confiança no sexo masculino não é as melhores, e se eu já tenho problemas em acreditar que alguma vez me casarei (se me casar), com estas atitudes de puto as coisas não melhoram, pelo contrário.

Ele pode ser uma jóia, mas às vezes a minha panela de pressão cerebral rebenta, porque simplesmente eu sou humana. Uma coisa é certa, quando estou com os meus amigos, em Portugal, não houve um minuto em que não pensasse nele ou uma hora sem lhe mandar uma mensagem. Assim é que se vê, a importância que ele me dá...

Bolas, sinto-me injustiçada. Lágrimas já correram, já discuti e já amuei e agora resta aquela raiva miúda instalada no fundo do estômago, que só o tempo pode ajudar a esfriar. No meio de tanta cena, vieram os tipos mudar as janelas da casa, agora as janelinhas são todas novas e de duplo vidro!

Mas, não sei porquê, isso não me anima muito nesta altura. O gajo saiu outra vez, hoje pode-se dizer que passei o dia práticamente sózinha, depois de uma manhã de trabalho. Pelo menos já comecei a tese, tenho uma página e meia escrita do primeiro capítulo, só que ainda nem sequer fiz introdução. Segunda-feira tenho reunião com o supervisor e espero obter alguma orientação de como levar a tese a bom porto.

Bem, vou ver as notícias. Estou mesmo em baixo, bolas. Odeio quando o homem que eu amo me decepciona. Para mim, ele é perfeito e estas coisas só servem para me fazer ver que a perfeição não existe senão nas nossas cabeças. Jokas.

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