Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

15
Nov16

Os ciclos dos meus círculos viciosos

Little Miss Sunshine

Estes dias tenho-me sentido fora de água. Não é a falta de companhia, porque essa não me tem faltado (online e offline), mas é a repetição de certas situações na minha vida. Não fui nunca pessoa de procurar saídas rápidas de situações que me incomodam ou que não me deixam seguir em frente, mas estes últimos dias têm servido para acentuar ainda mais um facto: eu já não sou a mesma pessoa que era há uns meses atrás, e não quero mais voltar a um passado que apesar de me ter dado duas razões de viver, também me fez passar por momentos de grande desgaste emocional e de grande tristeza.

 

Neste medo de não querer magoar nada nem ninguém, ando a pisar ovos na minha própria vida. Invento personagens sobre mim que nada têm a ver com a pessoa que sou. E estou cansada... Só quero ser eu, e ser respeitada por ser eu. Quero que olhem para mim e gostem de mim por mim e não por aquilo que eu posso dar, ou posso fazer, ou posso oferecer.

Vivo um descontentamento geral por tudo aquilo que hoje me rodeia: pessoas, situações e especialmente, círculos viciosos causados por esse mesmo descontentamento. Quero o que não posso ter, fantasio sobre o que não posso viver, e sinto-me a pior pessoa à face da terra, porque poderia ter tudo o que tive, e no entanto persisto em escolher sonhos, fantasias e promessas vãs feitas em momentos tardios e obscuros.

De nada me vale ser dona do meu nariz se não consigo olhar para mim e apreciar o que tenho dentro de mim. Parece que preciso sempre da aceitação de alguém, e esta insegurança pessoal é uma falta de maturidade impressionante. Mas se calhar é mesmo isso que eu preciso, ser imatura e deixar de pensar nas coisas todas de uma vez por todas. Viver o momento. Apreciar o que tenho e não sentir remorsos nem medo se esses momentos durarem 1 hora, 1 semana ou 1 mês.

Há quem diga que as minhas circunstancias mudaram muito de há uns anos para cá. A maior delas todas foi ter-me tornado mãe e isso parece que faz com que a minha atitude perante os outros seja pontilhada pela ansiedade e insegurança, já para não falar do medo de certas situações mais atípicas. No entanto, por essa mesma razão deixo de viver, de experimentar e de apreciar as coisas que me rodeiam. Deixo de ser eu.

E que vida é essa? E porque é que me sinto mal de querer ser feliz sem olhar para trás?

19
Set16

Fairgrounds...

Little Miss Sunshine

Há dias em que o amor das minhas filhas não me chega. Dias em que o aconchego de um abraço adulto, um beijo quente no pescoço e um carinho fazem-me falta. Há dias de solidão em que a noite vem, o silêncio se instala, e depois tudo é vazio: a minha cama, o meu coração, vazio de emoção. Nenhuma música hoje me anima, só me lembra daquilo que não tenho. Sou uma ingrata, eu sei. Porque é que a gente se agarra ao que nos deixa incompletos, em vez de valorizarmos e agradecermos o que temos? Há noites assim, coloridas pelos romances dos livros na mesa de cabeceira, alimentadas pelas vontades que não se materializam, e pelos sonhos que o sono traz, forçado pelo cansaço dos dias. Na minha imaginação a perfeição é outra... e os sorrisos virão quando tiverem de vir. Para já, silêncio, preces. Amanhã será outro dia.

12
Set16

Insuficiente...

Little Miss Sunshine

Daqui a duas semanas arrancam as aulas e o novo ano lectivo. A semana passada foi passada a preparar as coisas mais nos bastidores, mas esta semana já vou estar mais à frente das coisas, entre dar uma ação de formação à minha equipa de académicos para além de uma série de reuniões centrais da faculdade, consegui ainda enfiar pelo meio uma sessão de formação para me preparar para o doutoramento. Tenho tanto para agradecer, estou rodeada de pessoas que me querem bem, e que me incentivam para seguir em frente e ir atrás dos meus objectivos.

 

Então porque é que me sinto sem energias, triste, como se me estivesse a afogar? Desde que vim de férias, parece que perdi a minha força. Os meus objectivos estão todos trocados, estou confusa e não sei que raio de caminho é este que eu trilho. Ando exausta do mesmo, e mesmo o potencial profissional que me propõem não me deixa de brilho nos olhos.

 

Preciso de me reencontrar, de redescobrir o que quero para mim e traçar novas rotas. Acreditar que isto é só uma fase, que tudo no fim se vai eventualmente compôr. Sinto falta de mim, de me ouvir, de cantar pela casa. Sinto a falta de me ver feliz, e apesar de sentir que tenho tudo o que preciso, dentro de mim eu sei que isso não me basta. Nada é suficiente. Tudo me sufoca e nada me liberta.

02
Set16

Regresso a casa...

Little Miss Sunshine

Regressar de férias tem sempre um gostinho agri-doce. A volta ao trabalho e ás responsabilidades que aqui me prendem não é de todo negativa, mas depois de duas semanas sem pensar em problemas e só a disfrutar da Natureza, voltar à rotina tem o seu quê de melancólico.

 

01a7c6d640730001acd7d83c6e91955017312724da_00001.j

 

Troquei o céu azul pelo cinzento, os abraços da família e dos amigos pelos apertos de mão, e os risos das minhas meninas pelos silêncios das suas ausências. Segunda-feira a mais velha já volta para a escola, esta semana a mais pequenina já foi para o infantário, e a rotina volta assim ás nossas vidas. Daqui a pouco estamos a preparar-nos para o Halloween, e em breve estamos no Natal... mais um ano que já quase passou, assim, sem dar por isso. Estas férias foram boas para descansar, e apesar de nem sempre terem sido pacíficas, o balanço geral foi positivo porque as miudas estavam felizes e divertiram-se muito.

 

Agora que venham os novos desafios com o novo ano-lectivo. E quando tivermos saudades, teremos sempre as fotos para nos lembrarmos dos dias azuis e dos risos que ecoavam pela praia.

03
Ago16

Princesas sem príncipes são mais produtivas e felizes...

Little Miss Sunshine

image.jpeg 

 

Esta semana, numa conversa com uma amiga de longa data no Facebook, senti-me validada. Falávamos sobre relacionamentos, e de como é complicado ás vezes vencer estereótipos machistas que foram enraizados em nós, mulheres, desde cedo... e falámos de como homens e mulheres são criados de formas diferentes, e portanto têm expectativas diferentes em relação ás responsabilidades de uma relação, e até mesmo de um casamento. Juntem a esse ‘mismatch’ de expectativas uma dose pesada de diferenças culturais, e acreditem, foi esse o meu casamento durante cinco anos e meio.

 

Passei a minha infância (e muito da minha adolescência) a ver filmes e a ler romances onde a mulher era a personagem central, mas era sempre a mais submissa, a mais trabalhadora, a que sacrificava tudo, e dava, sofria e cuidava... Acabei por interiorizar esses códigos sociais como normais. Não são. Um tipo de homem que limita a minha maneira de ser pode ser muito interessante ao inicio, mas ao fim de um tempo as coisas azedam. Ninguém consegue manter-se longe dos seus verdadeiros valores e sonhos por muito tempo, e as coisas depois – claro! - dão para o torto. E a ironia disto? Eu senti-me sempre uma das personagem dos romances que li, dos filmes que vi... E procurava, encontrava, amava... na esperança de ser feliz. Mas na verdade mulher nenhuma precisa de um homem para ser feliz, da mesma maneira que nenhum homem precisa de mulher nenhuma para ser feliz. Isso são ilusões que nos venderam. Demorei mais de 30 anos para chegar a esta conclusão. Hoje, a minha noção de um relacionamento a dois está mais próxima de uma parceria ou sociedade, do que de um sacrifício. E não há nada de errado nisso.

 

Com quase um ano de separação em cima e a sobreviver com alguma tranquilidade, eu sei bem do que falo. O centro da minha vida são as minhas miúdas. Quem ama, respeita, e é capaz de se encaixar sem dano na nossa rotina – caso contrário nem vale a pena. Hoje, a minha felicidade é poder pagar as minhas contas, cuidar das minhas filhas e educa-las a verem sempre o meu exemplo: o dia a dia de uma mulher que tenta balancear maternidade e uma vida profissional a solo.

 

Filhas minhas são expostas ás realidades do nosso mundo, e não vêem, por exemplo, os filmes das princesas Disney que eu vi (nem as vezes que os vi). Se (quando) os vêem, eu tento estar sempre ao lado delas para poder descodificar os moralismos sociais antiquados desses filmes. Explico a realidade arcaica e fantasista mostrada e tento transpô-la para a realidade dos dias de hoje. Quero que cresçam a saber que, como meninas (e mais tarde, mulheres), o lugar delas no mundo é definido por elas mesmas e não por um homem, por mais audacioso ou aventureiro que ele seja. Elas são livres para explorar os sonhos delas, fazerem o que quiserem, na área que quiserem e sem limitações por serem do sexo feminino. Já chegam as limitações criadas pelas nossas sociedades.

 

Acima de tudo elas vão crescer a saber que não precisam de um homem que as salve porque elas próprias são capazes de se salvar a elas próprias, e quando as coisas apertarem, eu estarei aqui para elas. E o pai delas também. O resto são goji berries (ou mirtilos, o que preferirem).

 

 

28
Jul16

Facebook 'Live' & outros projectos...

Little Miss Sunshine

Devido aos muitos emails, comentários e mensagens que me chegam, vou estar na semana que vem ao vivo na minha página do blog no facebook. Se tiveres questões sobre vir estudar para o Reino Unido, podes perguntar-me directamente e dentro daquilo que sei, tentarei responder ás tuas dúvidas.

 

QUINTA-FEIRA, dia 4 de Agosto

das 10h ás 10h30,

aqui:

https://www.facebook.com/eoceuazulbrilhara

 

Esta semana comecei uma parceria com o blog 'A Vida Não Tem de Ser Perfeita' e todos os meses vou partilhar um bocadinho do meu dia a dia como mãe e profissional por lá. Apareçam. O primeiro post está aqui.

 

Até já!

15
Jul16

Quando é que deixei de ser menina?

Little Miss Sunshine

Hoje a caminho do trabalho cruzei-me com dois portugueses que trabalham perto de mim. Já não é a primeira vez que me cruzo com eles. Gosto sempre de me encontrar com 'tugas' porque raízes são raízes, e desde que estou separada que sinto falta de falar a minha língua com gente adulta - mesmo que seja só para dizer 'Bom dia'.

 

Geralmente só falo com a família por mensagens, e as minhas filhas pouco falam português (uma porque se recusa teimosamente a fazê-lo e a outra porque tem 18 meses e ainda não fala!), e eu sinto-me muito isolada.

 

Tirando os livros que vou lendo, e a escrita que vou fazendo por aqui, tenho perdido o hábito de usar o português para comunicar e sinto falta, porque por mais que eu seja fluente em Inglês, há sentimentos e emoções que são difíceis de transpôr para uma língua estrangeira... 

 

Hoje o meu bom dia foi acompanhado por um 'Como está a senhora?', seguido por um 'WTF!?' mental meu.

 

- 'Senhora...? Não sou assim tão velha!' - respondi eu, meio ainda em estado de choque.

 

- 'Senhora, por uma questão de respeito' - disse logo um deles.  

 

Entrei no café a pensar 'Quando é que eu me tornei uma 'senhora'? Mesmo sendo por uma questão de boa educação, quando é que eu deixei de ser menina?

 

Fiquei com o coração apertado. Senhora para mim sempre foi a minha mãe. Eu sempre fui menina, como é que esta metamorfose aconteceu...? Mas a verdade é que já quase não me lembro dos meus 20s, e daqui a uns (poucos) anos já estou a sair dos 30s, tenho duas filhas, uma carreira, já passei por um casamento e um descasamento... Como disse a minha irmã e bem, nós tornamo-nos na nossa mãe.

 

Hoje eu sou para as minhas filhas aquilo que a minha mãe era para mim nas décadas que me parecem de ontem. Sou uma senhora, mas isso não me cai bem. Quero ser menina, não quero ser senhora... Não gosto.

 

- 'Como está a MENINA?' - Perguntou-me ele mais tarde, quando eu ía já para casa, depois de uma manhã intensa a dar aulas de economia. 

 

- 'Muito melhor!' - Respondi eu, com um sorriso estampado na cara que dura até agora. 

24
Jun16

Brexit: sobre a saída do Reino Unido da União Europeia

Little Miss Sunshine

brexit.jpg

 

 

Hoje acordei com a notícia 'maravilhosa' de que o lado vencedor do referendo de ontem foi o ‘Leave’. Não estáva nada à espera disto, e fui apanhada de surpresa – como muita gente. Como emigrante e cidadã europeia, isto tem obviamente implicações para mim e para as minhas filhas. Apesar de estar estabelecida no Reino Unido há 12 anos, nada me garante que o meu futuro por aqui está seguro. Na verdade, nada está seguro nesta altura, a economia do País já levou o seu primeiro choque, com a libra a perder terreno nos mercados financeiros, e com a maior parte da banca em queda livre.

 

A destabilização financeira pode ser corrigida com a ajuda do governo, mas com um Primeiro Ministro de saída em Outubro, a incerteza alimenta a especulação, e a especulação aumenta a inflação e desvaloriza a moeda ainda mais. Até aqui, nada de novo. A maior parte dos economistas já tinham chamado a atenção para essas possibilidades, só não se sabia que estes impactos começariam tão cedo.

 

No entanto, e apesar de tudo isto, há a certeza de que o Reino Unido não saírá da UE amanhã. De acordo com uma clausula do tratado de Lisboa, o país terá 2 anos para negociar uma saída com a UE, e se não se chegar a qualquer acordo, então aí sim, a saída será efectivamente real e permanente. Até chegar a esse ponto, muita água pode ainda rolar por debaixo da ponte, e em termos políticos, as coisas estão como o anuncio do Mastercard: ‘Possibilities are endless’.

 

Que há uma grande divisão entre os vários países do Reino Unido (e da Europa) é inquestionável, e a tendência é para tudo piorar. A Escócia quer ficar na UE e votou maioritáriamente pelo ‘IN’ ou ‘Remain’. O referendo que a Escócia fez em 2014 (para decidir se ficava ou não no Reino Unido) foi ganho com o pressuposto de que o Reino Unido continuasse dentro da UE. Com a vitória do Brexit – devido, na sua maioria, aos Ingleses e ao País de Gales estarem contra a UE - a Escócia já fala em outro referendo, porque não querem saír da UE e vêm isso como um retrocesso. E é um retrocesso. A Irlanda não está muito longe da maneira de pensar Escocesa, se bem que são mais cautelosos uma vez que houve pelo menos umas três ou quatro áreas que votaram ‘Leave’ na sua maioria. E agora há paises Europeus a exigirem o mesmo tipo de referendo, apesar do governo europeu assegurar que os restantes países se vão manter unidos.

 

Que implicações para os imigrantes europeus a morar no Reino Unido?

 

Para já, nenhumas. Como já foi dito, as repercussões para os cidadãos europeus só deverão começar quando o Reino Unido saír realmente da União Europeia, e isso pode demorar dois anos ou mais. No entanto há duas coisas importantes que os portugueses a residir no Reino Unido devem fazer já:

 

1. Inscrever-se no Consulado Português. Por pior que o consulado seja, estar inscrito é uma garantia de que as coisas – se correrem mal – podem ser resolvidas mais rápido e com menos burocracia.

 

2. Pedir o Resident Card se já estão no país há 5 anos ou mais a trabalhar. https://www.gov.uk/apply-for-a-uk-residence-card/overview

 

Se já estiverem ‘settled’ há 5 ou mais anos, com filhos, peçam também o passaporte Inglês para as crianças.

 

Numa altura em que as civilizações se aproximam cada vez mais em união, colaboração e cooperação, e onde fronteiras se tornam cada vez menos relevantes, saír da União Europeia é talvez uma das maiores demonstrações de arrogância e egoismo deste país. Os ideais e objectivos que esta nação tem para o futuro estão completamente desfasados da realidade dos dias de hoje - desajustados até do mundo actual.

 

Vivemos num mundo onde todos trabalham juntos para deitar muros por terra, mas o Reino Unido decidiu erguer os seus muros na esperança de recuperar uma soberania que não existe – existiu há 40 anos, mas o mundo mudou muito desde então. Hoje, o futuro do Reino Unido é incerto. O impacto da decisão de deixar a União Europeia só começará realmente a pesar na vida das próximas gerações. E provavelmente só mesmo nessa altura é que se vai saber se esta foi uma jogada certa, ou se foi uma das maiores asneiras de sempre deste país.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2005
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2004
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D