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E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

E o céu azul brilhará...

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19
Jan08

Chuva existêncial...

Little Miss Sunshine
Uma semana inteirinha de 'dolce far niente', 3Kg a mais por causa dessa calanzisse, e vontade de ficar assim, letárgica, para sempre. Estou de férias entre semestres. Não sei bem o que fazer com o tempo livre, se bem que agora esse tempo livre está em vias de acabar. Estou permanente na Nespresso UK aos fins de semana!

São boas notícias, e isto vai-me permitir manter em contacto com a companhia, o que quer dizer que há grandes perspectivas de após terminar o Mestrado, esta relação se tornar mais full-time. Entretanto, até Março também estou garantida com o trabalho da Universidade. Ambos são bons para o meu CV, que à conta de tanta experiência ligada a Marketing só me vai favorecer (acho... espero bem que favoreça, com tanto queimanço de pestana frente a livros do tamanho de Biblias!!!!).

Era para ir a casa em Março, mas isto ainda não está como deve de ser, e com mais trabalho à porta (desta vez o do mestrado mesmo), não quero abusar da minha sorte. Assim sendo, mudança de planos. Não há Portugal em Março, mas vão haver duas semaninhas em Junho. E bem preciso de sol na moleirinha, porque tem estado agreste! Hoje então tem sido mesmo do piorio!

Vento, chuva, super desagradável, mesmo bom para ficar em casa no quentinho e deixar os loucos andarem à chuva. Claro que com o tempo cinzento vem a minha melancolia toda à carga. Mas eu já começo a estar habituada a isto. Enfim, não se pode ter tudo. Se eu pudesse ter tudo não estaria aqui, mas sim em Nova York, e não estaria tão desiludida com a chegada para breve (mas não tanto) dos meus 30 anos.

Parece que as coisas começam a não fazer sentido nenhum assim que se põe um três à esquerda. Ando mórbida até, a pensar que se morresse hoje não me teria valido de nada ter andado para aqui a penar, porque não atingi nada de nada, não tenho nada de concreto na minha vida - só mesmo experiência e essa não pode sequer ser considerada como legado aos entes queridos.

Mas cá entre nós, o que me anda a pôr assim não tem muito a ver com a minha vida agora - apesar de eu achar que sim... Está quase a fazer dois anos que a minha avó faleceu. E nesta altura fico sempre um pouco deprimida, a questionar o porquê da existência, sem saber muito bem no que acreditar: se no sentido da vida ciêntífico, ou se no espiritual.

Claro que o sentido espiritual é muito mais interessante de acreditar, mas eu não sou muito de religião ou fé. Sou mesmo daquele tipo de pessoas como o São Tomé... ver para crer... mas também não quero ver porque se vir algo assim isso significa que fui desta para melhor... E não sei, esta coisa de morrer e viver e viver para morrer, não sei mas é demasiado Dantesco para mim!

Enfim... Coisas da vida... ou neste caso, da morte. A verdade é que independentemente de quem formos ou do que fizermos, mais tarde ou mais cedo esse é o nosso destino, e eu pergunto... se não houver nada do outro lado, do que é que valeu andar para aqui com tantas chatices às costas, tantas lágrimas e tanta raiva, e tanta desilusão e tanta tropelia? Se não existe nada do outro lado... então que raio estamos nós para aqui a fazer? Seremos só mesmo um produto da cadeia alimentar? Partículas de Carbono?

Dá que pensar.
 

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