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E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

18
Ago07

Descrição dos nossos pasteis de nata num Blog Inglês...

Little Miss Sunshine

Este Blog já esteve no centro das controvérsias por ter causado o despedimento da sua autora, a qual processou a sua entidade patronal e... ganhou, pois claro!

 

http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2006/07/18/wblog18.xml

 

Esta autora é, pelos vistos, uma fã dos pastéis de nata de Belém, e eu achei um piadão a este post por isso resolvi deixar-vos o Link só para referência caso queiram ir lá espreitar.

 

http://www.petiteanglaise.com/archives/2007/07/21/pasteis-de-nata/

 

 

Enjoy! xx

17
Ago07

Como vir estudar/ trabalhar para a Inglaterra?

Little Miss Sunshine
 

Estáva agora a ver os meus e-mails no sapo (quase após três meses de nem sequer lá pôr a vista), quando reparei que tinha muita gente a escrever-me. Isto deixou-me um pouco envergonhada, particularmente por se tratarem de pessoas em vias de se mudarem para terras britânicas e dos e-mails estarem datados desde Junho. Queria pedir as minhas mais sinceras desculpas a esse pessoal todo, e com base nas vossas dúvidas, incertezas e perguntas, resolvi elaborar este post na esperança de que a minha experiência vos ajude e ilumine nas vossas escolhas de futuro. Obrigada pelo vosso carinho e perdoem o meu desleixo. O melhor mesmo é deixar um comentário no Blog!

 

x x Rebel-Fairy

 


 

Inglaterra: como é?

 

Bom sistema de saúde, boas escolas, bons ordenados. Por vezes parece que tomar a decisão de saír do nosso país nunca foi tão fácil. Com as mil e uma possibilidades que a ilha imortalizada pela bandeira 'Union Jack' nos oferece até nos esquecemos da porcaria de tempo que aqui faz, ou no racismo acutilante de certas estirpes, maioritariamente de nacionalidade Inglesa (os Escoceses e os de País de Gales estão, nesse sentido, mais evoluídos).

 

Para chegar aqui é fácil. Ter um amigo ou conhecido para nos dar dormida por uns tempos é sempre aconselhável. Portadores de passaporte da União Europeia entram e saiem sem o menor problema. Livre trânsito rules! Mas atenção: regalias, ajudas estatais e afins só poderão ser pedidas após três anos de residência oficial e primária  no país. Antes disso não há regalias nenhumas para ninguém - salvo circunstâncias excepcionais.

 

Estudantes:

 

*Candidaturas*

 

Para estudar em Inglaterra não é preciso ser um cranio, ou ter média de 20 valores a todas as disciplinas! Graças ao serviço simplicado de candidaturas chamado UCAS, só precisas de mandar os documentos que te pedem, pagar uma pequena taxa, e eles fazem tudo por ti, até ao momento em que se recebe uma oferta de uma universidade, ou duas, ou três - não há restrições para candidaturas ou cursos a que te quiseres candidatar, mas só te podes candidatar a um máximo de seis cursos por ano lectivo.

 

O site do UCAS está em http://www.ucas.com/  e basta seguir as instruções. Depois de aceitares uma oferta de uma universidade, a mesma entrará em contacto contigo. Normalmente mandam uma carta bem grande com todos os detalhes de propinas, alojamento, custos de vida, etc. Nesta altura as propinas para um curso de licenciatura em Inglaterra ronda entre os £1,300 e os £3,000 (depende das universidades) e para um Mestrado rondam as £4,500 (dependendo dos cursos, a propina também pode ser variável).

 

Estudantes que têm mais de 25 anos e/ou que trabalharam até três anos antes de iniciarem o curso podem usufruir da isenção de propinas dada pelo governo Inglês a estudantes de origem Europeia. Para isso basta aceder ao site do DfES em http://www.dfes.gov.uk/studentsupport/  e ver se se enquadram no regime de isenção de propinas, solicitar o formulário, enviar e esperar.

 

Um conselho: enviem o formulário o quanto antes. Normalmente aqui concorre-se à universidade um ano antes de se acabar o liceu (de Setembro a Fevereiro do ano seguinte). O formulário tem de ser enviado antes do fim de Janeiro do ano a que pretendem começar o curso, caso contrário correm o risco de ser aprovados na isenção após o curso começar.

 

Não pensem que vai ser fácil começar o curso em Inglaterra só porque estão motivados para fazer o mesmo. Vão ter de lidar com saudades de casa, com as dificuldades da língua e muitas vezes vão-se chocar com aspectos da cultura deste país. No entanto, a experiência é gratificante e no final, quem ganha são sempre vocês porque têm no vosso CV uma experiência internacional que muito vos vai impulsionar a carreira a nível profissional, mas também a nível pessoal.

 

*Breve explicação de resultados e notas de trabalhos, testes ou exames*

 

O sistema de ensino aqui é muito diferente do sistema em Portugal. Aqui nada pode ser colado com cuspo, mas também livrem-se de decorarem a matéria toda: levam com um F no final do semestre que se lixam!  As notas também têm um sistema diferente do sistema português.

 

Mas nem tudo é mau. Muita da avaliação semestral baseia-se em trabalhos de pesquisa feitos em casa pelos alunos, onde o sentido crítico e o conhecimento da matéria devem ser conjugados com mestria e arte. Básicamente, tens de ser criativo dentro daquilo que aprendeste, e acima de tudo, tens de ser bom a divagar e a constatar factos aos mesmo tempo que os cruzas com as tuas próprias interpretações.

Plagiarismo não é permitido e dá direito a chumbo. Normalmente há mais exames no final do ano lectivo. No meu caso eu tive 4 disciplinas por semestre, duas horas semanais por disciplina. Sim, muito espaço livre. Se atinas no estudo, podes trabalhar umas horas extra e ganhar umas massas a mais. Caso contrário, aproveita o tempo livre para pôr matéria em dia.

 

Aqui só se chumba se se tiverem 2 Fs consecutivos à mesma disciplina semestral. O melhor é manterem-se bem longe dos Fs.

Aqui vai a correspondência entre as nossa notas e as notas Britânicas:

 

Classe          Percentagem

                       (Português)

    A+                         90-100%

   A                            80-89%

  B                          70-79%

  C                           60-69%

   D                           50-59%

   E                           40-49%

   F          CHUMBO ou Fail

 

 

 

*Alojamento*

 

Candidatos a estudantes e estudantes 'per se'  têm a vantagem de poderem ficar  no alojamento da Universidade, que é garantido por um ano (varía de universidade para universidade). Há possibilidade de ficarem alojados no campus por mais anos, mas devido ao número de caloiros no início de todos os anos lectivos, nem sempre é possível arranjar vagas e o mais certo é acabarem com as malas às costas à procura de uma residência provisória até se instalarem completamente.

 

O melhor mesmo antes de fazer as malas e deixar as terras Lusas é garantir que têm pelo menos dinheiro suficiente para pagarem o alojamento na totalidade, ou então até ao final do primeiro período de aulas (antes das férias de Natal) - isso permitirá arranjar um emprego a part-time para vos manter enquanto estudam, e se fôr caso disso, pagar as restantes prestações de alojamento.

 

Pode ser uma catrefada de massa (varia de universidade para universidade, mas 10 meses de alojamento podem atingir as 4,000 Libras). Uma coisa boa de viver na Universidade é o facto de ficar perto da biblioteca e infra-estruturas da mesma, e do preço do gás, electricidade e àgua já estarem incluídos no preço do alojamento. 

 

A partir do segundo ano os alunos são geralmente incentivados em mudarem-se para um alojamento exterior à universidade. O preço desse alojamento varia entre 1,000 Libras por mês a 4,000 Libras por mês (ou mais). Os estudantes geralmente juntam-se todos e dividem a renda total mensal de uma casa pelo número de quartos disponíveis (partilhando as zonas comuns da casa entre si - W.C., cozinha, sala de estar), e dividem as despesas igualmente por todos.

 

Para quem trabalha em regime de part-time, não é difícil sobreviver se se tiver de pagar quarto, contas, comida, etc e ainda pensar em comprar livros. Eu nunca precisei de comprar livros nenhuns, pois tinha sempre os mesmos disponíveis na biblioteca da universidade. Claro que viver de um ordenado part-time não permite festas todos os dias, ou comprar a melhor roupa de marca, ou desbundar à maluca. Mas se te mantiveres focado nos teus objectivos, as coisas tendem a correr com fluidez e sem problemas de maior.

 

*Saúde*

 

Como Portugal está incluído na União Europeia, e de acordo com a lei Britânica, todos os estudantes full-time têm direito a assistência médica e a um G.P. gratuítos. (Um G.P. é o mesmo que um médico de família). O melhor é inscreverem-se num centro médico assim que chegarem, para evitarem problemas no futuro caso fiquem doentes de repente.

 

*Consulado*

 

Para vosso benefício, aconselho a que assim que cheguem marquem uma entrevista no consulado português em Londres para se inscreverem no mesmo. Isso permitirá que possam votar enquanto estejam por estes lados ou assegurar a vossa defesa ou protecção caso as coisas corram mal (passaporte roubado, etc,etc...).

 

 


 

Se quiserem saber mais, ou têm alguma dúvida, mandem um comentário em vez de mandarem e-mail. Eu venho ao Blog todos os dias.. O mesmo já não posso dizer da minha caixa de e-mail.

17
Ago07

Catástrofe Monetária!

Little Miss Sunshine

Estive para aqui a fazer as contas à vida, e estou mesmo enrascada. O gajo ainda está na India, os Euritos que o meu pai me deu pelos anos, com a inflação 'Sterlingiana'  tornaram-se em númerário com dezenas (quando em Portugal era às centenas), e acabei de receber os cálculos das finanças e vou receber de reembolso apenas 17Libras. Com uma mudança de casa iminente, renda para pagar, e o Mestrado a começar (sim, porque eu afinal vou mesmo fazer o Mestrado, o qual terei de começar a pagar já desde Setembro - e acreditem, não é nada de nada barato! 3,600 Libras ali, até dói!), avizinham-se tempos de fome. Sim, de fomeca.

 

A comer pão e leite, e com um pouco de sorte (e as reduções do ASDA ao fim do dia), alguma frutinha e alguns vegetais...

 

O gajo também está atado. Já pagou 2,000 Libras de entrada para o Mestrado dele, e agora ainda vai ter de pagar as restantes 6,000 Libras (porque estudantes fora da União Europeia pagam muito mais). O banco onde ele pediu o empréstimo queria que ele fizesse uma hipotéca sobre a casa, e estáva a demorar muito tempo a tomar uma decisão, por isso o pai dele ofereceu-lhe as suas únicas poupanças de uma vida inteira.

 

A condição é que o gajo mande uma percentagem de dinheiro todos os meses para a India, caso contrário, os pais dele passam necessidades (eles emprestaram ao filho e a mim o dinheiro todo das poupanças deles!!!! - sim, eu estou em estado de choque!).

 

 O que me atrofia é que eu sei que eles são capazes de fazer de tudo pelo único filho varão deles (ele tem mais uma irmã). Indianos como são,  podem estar a passar fome e necessidade mas nunca dirão nada ao filho, só porque o amam tanto que a felicidade dele lhes põe contentamento na barriga. E eu não quero tomar parte numa coisa dessas.

 

Mais, importante salientar que eles não trabalham, não é? Eu fui contra isto tudo, mas o gajo prometeu-me a pés juntos que eles não íam ficar mal na vida, e eu confiei relutante e dizendo que se pudermos, pagaríamos mais por mês aos pais dele, porque eu não quero sentir-me culpada se a vida se vira contra eles lá na India - afinal nós estamos aqui, e isto é muito longe de lá - como é que sabemos?

 

Por isso, depois do gajo conferenciar comigo (e de me convencer muito, muito bem...)  durante hora e meia ao telefone, traçarmos planos, fazermos cálculos, estudarmos limites e objectivos, lá decidimos aceitar e ele, se Deus quiser, vem já este Sábado ou Domingo, com o dinheiro dos Mestrados.

 

No entanto, por mais dinheiro que venha com ele, este está todo reservado para os nossos estudos de pós-graduação, o que não invalida a grande frase de 'estamos na merda' de ser dita com toda a sinceridade e verdade - nós estamos mesmo na merda!

 

Atados, sem podermos fazer absolutamente nada até regularizarmos a nossa situação daqui a dois ou três meses, e agora só com um emprego cada um ( e eu ainda estou em treino, por isso não me dão mais horas do que as que tenho - e acreditem, não são suficientes), isto vai ser bonito - ai vai, vai. As coisas vão estar mesmo muito, muito complicadas e não vejo solução sem ter de remexer nas minhas já escassas e mínguas poupanças, vender uns livros e cancelar a TV cabo.

 

Em Dezembro temos de ir à India, e eu não sei muito bem como é que vou gerir isto, até porque a ida à India não pode de todo ser adiada por motivos pessoais. Enfim, a ver vamos. Contribuições aceitam-se. Nesta altura, vale tudo. E eu nunca fui de cair por terra com a mais pequena adversidade.

15
Ago07

Um dia NÃO!

Little Miss Sunshine

Ontem foi o meu dia 'Não'. Mas ponham mesmo 'Não' nisso! Desde apanhar molhas infindáveis, não ter tempo para comer e ainda ter de me deslocar entre os meus dois trabalhos, mal podia acreditar quando caí na cama e as minhas queridas housemates nem sequer piaram, deixando-me dormir a sono solto até agora.

 

A noite anterior foi mesmo atribulada, com as minhas housemates a falarem alto até à 1h da manhã, com música pelo meio. Eu já tinha tido um ataque de choro convulsivo (porque parece que ultimamente é só mesmo o que sei fazer!) porque o gajo me disse que só devia de vir lá para a outra semana, e inconformada, deitei-me cedo e adormeci logo para ser acordada com música indiana e conversas ininteligíveis à meia-noite e meia e depois outra vez às cinco da manhã.

 

Eu, que tive de acordar às sete, já quase mal me sustentava de pé, para não falar num enjôo horrível desde que cheguei a este país e que me impedia de comer como deve de ser (mas hoje estou completamente boa, pois o pequeno almoço já foi todo). Lá me lavei e vesti, bebi apenas o meu sumo de toranja, e pus-me na alheta. Abro a porta da rua e cai-me tudo ao chão!

 

Um temporal que só visto. O céu cinzento escuro carregado e as pingas mais grossas que os meus dedos!!! Eu de casaquinho de ganga, estão a ver. A correr até à paragem mais próxima, que fica a cerca de 20 minutos de onde eu moro (tenho de fazer metade de duas avenidas principais para lá chegar), só para constatar que o autocarro expresso já tinha passado à cinco minutos, o que quer dizer que teria de ir no autocarro que demora uma hora em vez do que demora 20 minutos. Porreiro!

 

Almadiçoando os céus, lá apanhei a porcaria do autocarro, que estáva frio como o caraças porque uma menina ao meu lado se lembrou de abrir a janela porque segundo ela 'estava a ficar muito abafado' - o autocarro tinha meia dúzia de almas pingadas - Estão-me a gozar ou quê????

 

Gelada, encharcada e completamente desmotivada com o começo de dia, lá cheguei eu ao meu destino, com a barriga a dar horas. Como tinha tempo fui até ao Mac, onde pedi um café grande (bem precisava de uma dose extra de cafeína) e um baggle com Filadélphia Light. Menos mal.

 

A caminho do outro autocarro que me levaria até ao trabalho, sou novamente encharcada pela chuva que insiste em me deixar completamente consciente de que voltei ao Reino Unido. Não que eu precisasse de tal lembrete, afinal só o facto de regressar ao trabalho e de toda a gente se dirigir a mim nesta lingua anglo-saxónica é mais do que suficiente para me situar em espaço e contexto.

 

Lá cheguei ao trabalho, onde tinha montões de facturas para emitir. Demorei três horas a despachar aquilo, o que até nem é mau, considerando que estava com a pressão de ainda ter de fazer o caminho todo para casa e seguir depois para o outro emprego. Lá consegui fazer isso, e pelo meio ainda mandei o meu gajo à merda, porque para ele as coisas podem não estar bem mas ele também não faz nada para me ver feliz.

 

Não se decide quando chega da India, e pelo que me deixou transparecer não vai ser tão cedo, porque foi atrás de um empréstimo e já anda nisso há duas semanas e meia, sem garantias de quando lhe darão os cheques para que ele possa finalmente voltar. Eu, farta de tanta promessa, mas também tanto incumprimento das mesmas, lancei-lhe um ultimatum. Afinal de contas, sou gaja e estou carente, possa! Não vejo o gajo vai já para três semanas, e como já estava chateada com o facto dele ter sido um desleixado em resolver a legalidade do visto (facto que me levou a fazer as minhas férias e a passar os meus anos sem ele, com os prejuízos e percas inerentes a esse facto), mandei-o às urtigas.

 

Até quando, não sei, mas desde ontem que não lhe respondo a mensagens ou telefonemas. Estou farta! Regressei eu a esta casa, deixei eu a minha família e amigos, o meu cão, o sol português, a praia de Sesimbra,  para andar aqui pelos cantos à chuva e sózinha? Bardapiiiiiiiiip. Por mais que seja para acautelar um futuro, a verdade é que ele está nesta embrulhada porque pediu um empréstimo para o meu mestrado também, depois de na primeira semana eu lhe ter dito para pedir só o dinheiro para ele e por-se na alheta dali para fora.

 

Mas (mais uma vez) ele não ouviu e agora vamos ver as consequências. Por muito que eu ame o meu rapaz, a verdade é que eu estou à beira dos trinta não tarda (sim, eu sei que ainda agora fiz os 29, mas a contagem para os 30 já começou!), e a minha prioridade é arranjar um emprego estável e começar a construir a minha família. Eu não quero ser uma mãe velha, quero poder ser maleável o suficiente para acompanhar os meus filhos em tudas as fases das suas vidas sem que eles tenham constrangimentos em falar comigo seja do que for.

 

E quero ser mãe. O relógio biológico anda a dar de si. Fazer o mestrado significa adiar isso tudo por mais dois ou três anos, pois o ciclo de procurar emprego e assentar arraiais permanentes demora sempre entre um a dois anos. Mas o gajo não entende, porque afinal de contas ele tem 27 anos, e ainda tem muito que penar pela frente. O meu mal é ter saído sempre com gajos mais novos que eu. Se eles fossem mais velhos, se calhar nesta altura o meu futuro não estáva tão incerto... Mas no coração ninguém manda e eu então mando muito menos, porque apesar do coração ser meu, este por vezes parece tomar as rédeas de tal forma que quando dou de mim já estou numa embrulhada.

 

Enfim, hoje vou trabalhar. Pensar que o gajo amanhã podia chegar se não fosse a porcaria do banco indiano, que atrasa, molenga e não o deixa voltar para cá... Ou na sexta... Não vem, apesar de tudo aquilo que me disse e prometeu. Provavelmente só lá para segunda ou terça. Eu pela frente vou ter um fim de semana prolongado para passar sózinha. Sem dinheiro, não posso ir a lado nenhum. E o mês que se avizinha vai ser complicado, pois vou ter de me mudar desta casa, pagar renda na outra e ainda comer.

 

Como é que eu acabei neste estado? A minha vontade nesta altura é pegar em tudo o que é meu, vender, e ir-me embora. O curso já tenho e ninguém me o tira, e o Mundo é uma infinidade de possibilidades abertas a exploração. A verdade é que eu aqui não estou bem, nem feliz. E as decisões do Sid colocam em aberto a nossa relação para o futuro, porque é mais do que evidente de que para já ele não está disposto a pôr-me à frente da carreira dele ou mesmo de dinheiro.

 

Estes dias vão ser dias de análise para mim, onde passarei todas as opções a pente fino e onde chegará a altura de talvez tomar uma decisão para poder seguir em frente, mesmo que isso signifique deixar algumas coisas (ou pessoas) para trás em nome da minha felicidade e dos meus sonhos.

 

'Listen to the song here in my heart
a melody I start but can't complete

Listen to the sound from deep within
Its only beginning to find release

Ohh the time has come for my dreams to be heard
They will not be pushed aside and turned
Into your own, all 'cause you won't listen

[chorus]
Listen
I am alone at a crossroads
I'm not at home in my own home
And I've tried and tried
To say whats on my mind
You should have known
Now I'm done believing you
You don't know what I'm feeling
I'm more than what
You've made of me
I followed the voice, you gave to me
But now I've gotta find my own
You should have listened

There was someone here inside
Someone I thought had died
So long ago
Oh I'm screaming out
And my dreams will be heard
They will not be pushed Aside or turned
Into your own
All 'cause you won't listen

[chorus]
Listen
I am alone at a crossroads
I'm not at home in my own home
And I've tried and tried
To say whats on my mind
You should have known
Now I'm done believing you
You don't know what I'm feeling
I'm more than what
You've made of me
I followed the voice, you gave to me
But now I've gotta find my own
You should have listened

I don't know where I belong
But I'll be moving on
If you don't, if you won't

Listen to the song here in my heart
A melody I start, but I will complete

Now I am done believing you
You don't know not what I am feeling
I'm more than what you've made of me
I followed the voice you think you gave to me

But now I got to find my own - my own'

 

From 'Listen', sung by Beyonce

13
Ago07

Saudades de casa...

Little Miss Sunshine

O gajo está (ainda) na India, e eu estou para aqui a preparar-me psicologicamente para voltar ao trabalho... Tenho a dizer que a minha saúde psicológica esta mesmo na merda. De resto, tudo igual. Pelo menos não há contas para pagar.

 

Preciso de uma injecção de alegria e optimismo na minha vida. Alguém sabe onde posso arranjar disso?

11
Ago07

Regresso à realidade britânica...

Little Miss Sunshine

É já amanhã. As malas ainda não estão feitas. O check-in já está. Chegarei ao Reino Unido ao fim da tarde... Sem o Sid à minha espera. A um Domingo. Sem ajudas para arrastar as malas avenida acima e depois, avenida abaixo a caminho da minha Daisy e de uma casa que não é a minha. É já amanhã. E só me apetece ser irresponsável, deixar tudo lá por mais uma semana e só regressar no fim de Agosto...

09
Ago07

Não há mestrado para mim...

Little Miss Sunshine

... e vamos ver se há mestrado para o Sid ou não.

 

As coisas complicaram-se e o stress de estarmos longe um do outro atrapalha as coisas mais ainda. O dinheiro pedido é muito, o empréstimo está complicado de sair, e eu tomei a decisão de declinar a oferta do Sid. Assim sendo, por falta de verba, adio os meus sonhos académicos e parto para a dura vida de trabalho - pois assim ele tem mais hipoteses de conseguir o empréstimo dele aprovado a tempo de voltar no Domingo. Vamos a ver se o rapaz não desiste, porque eu já desisti e para ele isso é meio caminho andado para se desmotivar.

 

As coisas poderiam ter sido diferentes. Mas neste mundo eu estou só. E essa é que é essa.

 

Mesmo com desconto de 20%, teria de pagar a quantia de 3,600 libras Inglesas para poder fazer o mestrado de Marketing. Fui aluna brilhante na licenciatura e infelizmente ficar-me-ei por aqui - para já. Vou ter de provar a minha força, trabalhando bastante no s próximos 4 meses só para conseguir juntar esse dinheiro todo antes de Janeiro, quando começa um novo mestrado. Mas duvido que tal suceda, pois eu não ganho bem e como não vou continuar os meus estudos, os impostos vão-me cair em cima com mais ardor.

 

Só que o que  tem de ser tem muita força, por isso resumo-me à minha insignificância, remexo os bolsos, encontro uns trocos, compro um gelado e passo a tarde a chorar. Amanhã acordo para um novo dia, e para trás fica o sonho de uma vida que já não vai correr tão fluida como previa. A vida é fo$#&a, e por mais que queiramos, nem sempre há uma mão divina a cair do céu com a resposta para cada problema. Infelizmente, isso sei-o eu bem demais.

 

Perde-se um sonho de futuro. Ganha-se uma lição.

 

Espero que o Sid consiga o empréstimo para ele, porque ele merece mesmo.

08
Ago07

Adeus, Fundo de Maneio!

Little Miss Sunshine

Mas o que é que me deu para fazer mestrado? Porque raio acreditei eu que o faria? Sem um banco a dar-me um empréstimo (e os que dão, a cobrar-me 40% de juros!!!), sem dinheiro suficiente na minha conta, como é que eu acreditei que a minha vida ía ser fácil nesse aspecto?

 

Acreditem, nunca é. Quando eu meto na cabeça em fazer algo de que gosto, há sempre contratempos, opções e decisões que eu tenho de fazer - muitas delas que magoam profundamente.

 

A questão do dinheiro para o mestrado está a ser resolvida à moda indiana, em solo indiano, pelo meu parceiro. Infelizmente, as coisas lá processam-se através de cunhas e conhecimentos, e portanto, uma coisa que deveria demorar uma semana, vai certamente estender-se para além da semana e meia.

 

Isto gerou um conflito na minha pessoa. Muito ao 'Diário de Sofia', o que é que acham?

 

Será que devo esperar que o menino resolva as nossas situações económicas através de um empréstimo que para o comum português já é um piparote de massa (quanto mais para um Indiano!) e que, consequentemente, fique na India por mais uma semana mais coisa menos coisa (implicando a minha chegada ao Reino Unido completamente desamparada e sem a presença de boas vindas do mais que tudo);

 

Ou será que devo ceder às saudades e não deixar que o mais-que-tudo fique na India mais tempo que aquele previamente  previsto e discutido, arriscando a que o mais-que-tudo venha de lá sem dinheiro para o mestrado dele, ou sem dinheiro para o meu mestrado, ou - pior ainda - sem dinheiro para o mestrado dos dois?

 

A primeira opção parece a mais racional, mas a que eu escolho é mesmo a opção 2. Isto porque estou há quase duas semanas sem ver o meu namorado, com o qual vivo ininterruptamente há um ano. Para mim, uns dias é bom, uma semana é demais, duas então é sofrimento constante.

 

Não digo que não me tenho divertido em Portugal, mas estes dois últimos dias têm sido dos piores dias que já tive até agora. Agarrada ao comando de TV, esponjada no sofá, espero ansiosamente que as horas passem só para que possa ir dormir. As discussões ao telefone agudizam-se com a aproximação do fim de semana, e com a incerteza de uma solução para as minhas crises emocionais já tão típicas, mas fruto de uma insegurança lactente que já existe em mim desde tempos de adolescente.

 

Quero estar com o mais-que-tudo, quero estar com ele hoje, agora e aqui já! O saber que ele está noutro continente, o saber que a cultura dele impinge casamentos de um dia para o outro, o saber que ele estava doente do estômago depois de eu ver nas notícias que a cólera e a Malária estão a dar em força devido aos monções, tudo isso me incompatibiliza com a felicidade de estar no meu país.

 

Nesta altura eu queria estar lá. E começo a castigar-me por lhe ter emprestado o dinheiro para o bilhete, por lhe ter dito que vá, por lhe ter pedido que fosse tratar dos nossos assuntos uma vez que fomos deixados somente com essa hipótese e mais nada...

 

Mas enquanto deambulo entre a Feira Nova e a minha casa, olho à minha volta e só vejo solidão. E acredito que talvez esse seja o meu maior problema. Habituei-me tanto a ele, à presença dele, ao amor dele, aos mimos dele, ao carinho dele, que agora que estou longe dele só me apetece remeter ao silêncio do quarto onde pernoito, só me apetece ficar isolada num espaço seguro, e ficar por aqui, contando as horas e os minutos para poder regressar ao nosso lar.

 

Mas depois o medo invade-me. O nosso lar vai certamente estar vazio caso ele fique na India por mais tempo. Então, para acabar com esta tristeza e poder disfrutar dos restantes dias em terras lusas, não quis que ele pedisse dinheiro para mim. Disse-lhe que eu não quero fazer o mestrado, pois se era o meu dinheiro que o estava a reter na India, então ele que trouxesse o dinheiro dele e que viesse embora porque eu não aguento mais esta ausência dele...

 

A minha relação vale muito mais que todo o dinheiro do Mundo. Eu não preciso do mestrado para conseguir um bom emprego. A minha média de curso é mais que suficiente para me garantir isso, uma vez que é a segunda banda de classificação mais alta em termos académicos, e a mais procurada por empresas.

 

Eu queria mesmo fazer o mestrado, mas sabem uma coisa? Quando as coisas não têm que ser, elas simplesmente não acontecem. Se eu não tenho que fazer o mestrado, por mais que o mais-que-tudo se esforce, ele vai ter sempre problemas com o empréstimo. E eu não estou para que ele fique retido na India por causa de dinheiro.

 

Isto pode parecer de certa forma possessivo, ou egoísta. No entanto eu estou a abdicar de uma coisa que significa muito para mim, significa tudo aquilo que eu gostaria de fazer, o culminar de três anos de estudo, a especialização merecida. Tudo porque eu quero estar com o meu mais-que-tudo. Já não aguento as saudades e a ausência. Por mais telefonemas que façamos, por mais que nos vejamos no messenger, a verdade é só uma: o que tem de ser tem muita força.

 

Se tiver de fazer o mestrado, eu sei que as coisas se irão compôr para delícia dos dois. No entanto, se estas não se compuserem, tenho a dizer que não vou desistir. Agora, uma coisa é certa: nunca deixarei que assuntos de dinheiro ou mesmo dinheiro se intrometam entre mim e o meu mais-que-tudo. Porque dinheiro é bom, é algo que permite fazer coisas, atingir objectivos... Mas nunca, nunca mesmo, se poderá comprar um verdadeiro amor com dinheiro.

 

E nesta altura, os meus sonhos passam pelo mestrado, mas passam mais ainda pelo meu desejo de construir uma família. E isso não tem preço - mas está limitado pelo tempo.

06
Ago07

E a minha festa de anos foi assim...

Little Miss Sunshine

Obrigado a todos aqueles que se lembraram deste dia tão especial para mim e que de uma maneira ou de outra me felicitaram e me desejaram um feliz dia. Um beijinho muito especial para vocês, pois sem vocês este dia não teria tido metade do brilho que teve.

 

E aqui seguem já (algumas d)as fotos da  pequena mas muito poderosa festa do meu aniversário... Um beijinho à mana que teve de organizar tudo e ainda ficou enrascada com o investimento da dita.

 

Beijinhos!

 

 

 

O meu mano Miguel e eu

 

 

O Simão, a Vanessa, eu, e o 'Fraldas' (Ernesto)

 

 

A Vanessa, eu, o 'Fraldas', e em baixo a fazer ginástica, o 'mano' Pires.

 

 

A Ana, eu e a minha cunhadinha-to-be Teo.

 

 

O meu bolo!!!

 

Os parabéns a você...

 

A preparar-me para cortar o bolo!

 

Vai uma fatia?

 

A mana e eu...

 

Só faltou o meu menino, que está na India. Foi um serão mesmo agradável e juntou-se ali um grupinho fixe.

 

Obrigado a todos os que vieram.

06
Ago07

Parabéns a mim...

Little Miss Sunshine

 

Neste dia que é supostamente tão especial (afinal, é o dia que marca o meu nascimento há 29 anos atrás), não consigo estar minimamente motivada para fazer o que quer que seja.  Mas também a tendência é mesmo amarrar o burro durante todo o dia pois se há coisa que eu detesto é ficar mais velha e que toda a gente me lembre o quão velha eu estou a ficar (quando não é o quão gorda eu estou desde os tempos idos de liceu...).

 

A festa não vai haver... a mana preparou uma petiscada com pessoal e tudo para que houvesse pelo menos alguma coisa diferente, mas eu por mim passaria mesmo o dia a ver televisão e a comer chocolate (porque hoje afinal não deixa contudo de ser dia de celebração e a dieta pode ser esquecida - só mesmo por hoje)...

 

Já agora, meninos do sapo, e que tal uma prendinha de anos?? Opá, não sei, que tal um destaquezito? Que tal, hã? Eu bem preciso de um miminho... 

 

Hoje é um dia feliz, mas também um pouco triste para mim pessoalmente... Era para celebrar com o mais que tudo o dia de hoje, e dos planos que traçámos só ficaram mesmo os sonhos e as bolinhas de sabão côr-de-rosa, pois esta data ficou seriamente marcada pela ausência dele.

 

Como já vem sendo hábito, estou deprimida no meu dia de anos e este ainda agora começou. Sinto que o dia se vai arrastar, apesar de estar rodeada por pessoas que me amam... só que a minha vontade era mesmo só ficar a deambular por aí, sózinha, a curtir a minha solidão. O meu último ano como vintona.... Para o ano entro nos 30. Jazuz!

 

Ao pessoal a quem eu não tive a oportunidade ainda de dizer alguma coisa, hoje há petiscada em minha honra na casa da minha irmã no Barreiro por volta das 18h. Quem quiser ir que me ligue, ou me mande uma mensagem ou me deixe um comentário. Quem não quiser... se calhar é mesmo o melhor que fazem porque eu já estou com um humor de cão... Imaginem quando acordar  amanhã de manhã... Sim, porque é meia noite! Ainda vou dormir...

 

Isto de estar longe de quem se ama É MESMO uma merda, especialmente nestas datas especiais. Fadasse.

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