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E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

20
Set07

Inscrição...

Little Miss Sunshine

Está tudo pronto para fazer a inscrição na Uni. Em princípio vou pagar as propinas hoje, e amanhã lá vou eu passar duas horinhas no LRC (Learning Resources Centre - ou Biblioteca) a tratar do meu 'enrolment' para o Mestrado.

 

Pensei muitas vezes que não chegaria a este ponto. Pensei muitas vezes que seria mais fácil desistir e fazer outra coisa qualquer, arranjar um trabalho a sério, começar a minha carreira... Mas o namorado sempre teve fé de que este dia chegaria, e agora eu ando em pulgas para poder começar o mestrado!

 

Esta semana deram-me folga no trabalho também, o que tem sido excelente para descansar e colocar os níveis de energia em alta. Os amigos tugas começam a chegar de Portugal, e as coisas começam lentamente a compôr-se.

 

Vou fazer mestrado em Marketing. Quem diria... Estes anos todos a fugir das vendas - porque convenhamos, eu não sou grande vendedora - para acabar a fazer um mestrado em Marketing. E tudo isto porque nos três anos do meu curso eu tive a oportunidade de aprender um pouco dessa disciplina, e a facilidade com que eu desenvolvi um amor por essa mesma disciplina ditou e vai ditar todo o meu futuro daqui para a frente.

 

Quando tem de ser... é...

 

 

19
Set07

Hilariante...

Little Miss Sunshine

No livro de bolso, dado pela universidade aos estudantes internacionais, vem a seguinte informação:

 

'Sexual Relations

It is illegal to have sexual relations with a member of the opposite sex under the age of 16 or with a member of the same sex under the age of 18.

All forms of contraception are legal.'

 

Tradução:

 

'Relações Sexuais

É ilegal ter relações sexuais com um elemento do sexo oposto cuja idade seja inferior a 16 ou com um elemento do mesmo sexo cuja idade seja inferior a 18 anos.

Todas as formas de contracepção são legais.'

 

OK... Das duas uma... Ou pensam que o pessoal estrangeiro é estúpido ou então acham que somos todos iguais a eles! Adorei a parte onde diz que todas as formas de contracepção são legais...

 

Lógica da batata - é o que eu digo!

 

 

19
Set07

A minha enxaqueca...

Little Miss Sunshine

...não me larga. Há quase uma semana que me dói a cabeça, umas vezes mais, outras vezes menos, mas hoje está impossível de dominar - nem mesmo com ibuprofeno ela se vai embora. O namorado quer que eu vá ao médico, preocupado já quase nem dorme porque ultimamente também me dá para ter insónias ou pesadelos.

 

Cá entre nós, isto para mim é só tensão, nervos, stress e 'aqueles dias' do mês. Tive esta semana toda a batalhar para me darem o meu lugar no Mestrado a 100% - não que eu precisasse de batalhar por isso, mas os meninos que trabalham na universidade são uns desorganizados e perderam os meus documentos (as cópias) duas vezes! - e ontem finalmente consegui ter tudo resolvido, mesmo a tempo de me registar nesta sexta-feira.

 

Depois é a situação no trabalho, que não está má, mas com esta nova fase de estudo tenho medo que por não poder fazer as horas que eles querem, eles me mandem dar uma volta. O namorado, mais uma vez, diz que eu penso demais e que é isso que me está a deteriorar a saúde. Eu sei que ele tem razão. Últimamente implico com tudo e mais alguma coisa, choro por tudo e por nada, ando irritada, stressada e só me apetece fazer uma sessão de overdose de chocolate, regada com bastante coca-cola zero... Enfim, ser atacada assim, pelo SPM, em plena força de acção é lixado.

 

Viv' as hormonas! - Há dias (como este) em que eu odeio ser mulher!

 

18
Set07

À espera... do carteiro!

Little Miss Sunshine

Hoje é o dia previsto para  chegar a carta de referência do meu professor de 'Business Communications'! Tenho aguardado a carta ansiosamente desde o princípio do fim de semana, altura em que ele me confirmou que o faria e que me mandaria a carta para casa! A razão porque esta carta é tão importante para mim tem a ver com o seguimento (ou não) do meu processo de Mestrado, que como sabem está estagnado desde há quase um mês por incompetência da universidade.

 

Depois de eu ter entregue as minhas notas de final de curso  para satisfazer a oferta condicional da minha colocação no Mestrado há um mês atrás, só na quinta-feira passada é que os gajos me disseram que faltavam as referências, as quais teriam de ser entregues na universidade por escrito! Fiquei a bater mal, até porque quando me candidatei tive de deixar o contacto das minhas referências (morada, telefone, nome, tudo mesmo), e acreditei sempre que as coisas estariam já resolvidas só com isso.

 

O que mais me irrita nisto tudo é as condições que eles me puseram para eu poder começar o Mestrado. Tinha de ter um 2:2 na minha licenciatura e tinha de apresentar referências 'satisfactórias'. Quanto às notas, eu apresentei mais do que aquilo que me pediram, pois como sabem acabei o curso com um 2:1. Agora, as referências é que me lixaram, porque tive de contactar pessoas à pressa para me arranjarem referências, nos sítios onde trabalhei não fazem referências abertas, e tenho andado com isto em mãos desde a semana passada, e o stress já atingiu níveis de adrenalina que eu nunca tinha experimentado antes!

 

Seria lógico -penso eu - e considerando que tirei o meu curso naquela mesma universidade, NÃO pedir referências como condição para fazer o Mestrado, até porque como fiz a licenciatura na Universidade, toda a gente da minha faculdade me conhece. Mais, uma vez que a Faculdade de 'Business' fica mesmo em frente da Faculdade de Humanidades,  eles nem precisam de andar muito, uma vez que eles estão ligadas por um corredor não superior a um minuto de caminhada. Bem que podiam pedir as referências dos meus professores de lá, os quais me conhecem há três anos.

 

Mas não, em vez disso fazem-me andar a correr de um lado para o outro, tipo barata tonta, fazem-me pressionar pessoas que nem sequer são obrigadas a fazer isso por mim, tudo porque é condição e portanto tem de ser satisfeita se que quiser começar o meu Mestrado 'on time'.

 

Ingleses! Têm uma lógica da batata!

 

 

 

17
Set07

Os miudos de Stanborough

Little Miss Sunshine

Apesar da noite mal dormida, hoje lá me levantei cedinho para ir trabalhar naquele biscatezito que tenho volta e meia em Stevenage. De manhã estava solinho e tal, e eu vesti uma roupita mais ou menos fresquinha, casaco de ganga e tal...Palavra de honra que às vezes me esqueço que estou a viver em Inglaterra e que o tempo aqui é maluco. Claro que para mal dos meus pecados, o tempo acabou por ficar encoberto, e o frio - trazido pela ventania diabólica - era mesmo daquele que entra pelos ossos dentro e parece que os estala todinhos, todinhos.

 

Assim que me despachei lá do trabalho, fui a correr para a paragem do autocarro a ver se aquecia. Tinha frio em lados do meu corpo que eu desconhecia sequer que existiam! O autocarro chegou uns minutos depois, ainda fui ao centro tratar de umas coisas e daí até estar no autocarro a caminho de casa foi um instante. Mas esta viagem de uma hora e pouco ía tornar-se na viagem mais incómoda da minha vida.

 

O autocarro esteve vazio a maior parte do percurso, e o condutor - apesar de abusar do travão um bocadinho - lá fez o autocarro voar a tempo e horas até ao seu destino. Quando chegámos à paragem das escolas em Stanborough, a porcaria começou. Os putos daqui têm escola até às três da tarde, altura em que saiem desenfreados da instituição escolar rumo a casa - mas não sem antes fazerem das suas.

 

Um grupo de rapazes decidiu que seria muito engraçado espetar com um coelho morto debaixo do autocarro. Assim que o autocarro  arrancou, e perante inúmeras cameras de telemóvel que entretanto se aprontaram para testemunhar o evento macábro, os miúdos de Stanborough vibraram de excitação quando a roda traseira da viatura esmagou o crâneo do animal, espalhando sangue e pedaços de carne pela via.

 

Agora digam-me o que é que está mal aqui? A minha opinião? Tudo.

 

Que raio de educação andam estes gajos a ter nesta escola? Óbviamente, o respeito pela Natureza, os limites entre a brincadeira saudável e a de mau gosto estão obviamente esquecidos - ou pior ainda, nem sequer existem. Perante o meu olhar incrédulo, os miúdos ainda riam, esfregavam as mãos como se fossem pequenos diabinhos em treino.

 

E agora digam-me: com este tipo de exemplos, quem é que vai querer criar filhos neste país? Eu não, essa é que é essa...

17
Set07

Destaque!

Little Miss Sunshine

Ena, estou em destaque no SAPO hoje!!!

 

 

 

 

 

Desde já obrigado a todos por fazerem deste espaço um cantinho especial. Este Blog é uma espécie de diário, um muro das minhas lamentações - mas também de coisas boas,  onde eu registo as impressões do mundo que me rodeia.

 

Não é fácil viver no estrangeiro sózinha e longe da família, não é fácil tirar um curso superior onde a língua e o sistema de ensino são completamente diferentes daquilo a que eu estáva habituada... No entanto, consegui - e isso ninguém me tira, é a minha vitória pessoal.

 

Desde que rumei a Londres, remei contra marés e correntes de saudades, remei contra fatalidades do destino. Longe de casa, assisti ao meu crescimento pessoal e afectivo, aprendi novas formas de estar e pensar, conheci novas fronteiras, novos mundos. O céu azul nem sempre apareceu, mas eu nunca perdi a fé.

 

Este Blog é o testemunho da minha experiência, e é a prova viva de que, quando se quer, consegue-se. Basta acreditar e ter um bocadinho de coragem. Eventualmente, o céu azul brilhará... 

 

Bem hajam.

17
Set07

Acordei!

Little Miss Sunshine

Ultimamente parece que é assim... Acordo a meio da noite, mal disposta ou com uma vontade quase infantil de ir à casa de banho. Levanto-me e deixo-me estar sentada na beira da cama, como que a tentar acordar os meus sentidos um a um para a realidade. Bebo àgua da garrafa que tenho sempre ao lado da cama, e que o Sid tão caridosamente oculta durante o seu sono sob um manto de almofadas e ursos de peluche.

 

Rezo umas maldições silenciosas, levanto-me cambaleante. Destino? Casa de banho. Tropeço no Sid que está neste momento a dormir no chão (mas não porque eu o mandei para fora da minha cama), tropeço na gata gorda e grávida que entretanto resolveu fazer das minhas pernas um carrocel à uma e tal da manhã (quase duas), vou contra o interruptor de luz frente à porta do quarto, que entretanto não abre apesar do meu esforço meio esgazeado.

 

A luz acende dentro do cérebro só para me iluminar a razão. De resto tudo continua ainda dormente. Desfaço o trinco da porta e lá vou eu. A casa está escura e silenciosa - só as luzes dos candeeiros lá fora entram pelas janelas dentro - aqui não se sabe o que são percianas, ou como eu tão inocentemente lhes chamava em menina, 'estórios' (vulgo estores).

 

Necessidades básicas asseguradas, abro a tampa do portátil e olhem, pus-me para aqui a escrever uma lenga lenga do caraças, quando a minha intenção era só registar uma ideia vaga para desenvolver num próximo post: os cursos Alpha. Bem, parece que fica mesmo para este post! Não sei se já se ouve falar muito disso por aí, mas aqui ultimamente esses cursos andam na língua do povo. Tudo graças a uma campanha de publicidade manhosa mas genial.

 

Os cursos em si não são nenhuma ideia nova, mas nesta altura ganharam uma dimensão que vai além do imaginável. Supostamente, pretende-se encontrar o sentido para a vida, explorando questões religiosas em maioria, numa forma de encontrar equilibrio entre o mundo espiritual e o mundo em que hoje vivemos.

 

 


 

Em Portugal, http://www.alphaportugal.com/

 

Em Inglês, http://uk.alpha.org/

 

E a campanha publicitária Inglesa:

   


A razão porque eu menciono isto tudo é porque nesta altura ando meia confusa com o destino a seguir, com o que fazer no futuro. Apesar de ter sido educada como católica Romana, e de ter ido à catequese e à missa até aos 16 anos (altura em que entretanto me rebelei, depois desses anos de imposição religiosa dominicana incutida pelos meus pais), a verdade é que nunca cultivei o meu lado espiritual como talvez seria de esperar de uma rapariga de boas famílias como sou - pronto, tá bem, estou para aqui a puxar a brasa à sardinha, mas um pouco de auto-graxa na estima individual de vez em quando só faz é bem.

 

Passando à frente... Desde os 16 anos que faço greve à missa, só entrando esporádicamente em recintos como Fátima ou a Igreja de St António em Lisboa, porque são os santos da minha devoção e neles nunca perdi a fé. Tenho um St António em casa, o qual muito penou nos meus tempos de solteira namoradeira. Continuo solteira, mas com namoro estável e firme, portanto o Santo foi colocado na sua posição vertical, como é devido. Tenho uma Nª Srª de Fátima em casa, à qual me agarro sempre que tenho medo ou sempre que tenho de passar por uma provação qualquer.

 

 

Contudo, cheguei hoje à conclusão, através da conversa com os meus amigos Hindus, de que a minha vida está isenta de espiritualidade. Dizem eles que isso poderá ser a razão dos meus medos e inseguranças face às provações da vida. Dizem eles que tenho de acreditar - não interessa no quê - mas tenho de acreditar em alguma coisa, em alguma entidade espiritual - só assim poderei encontrar a paz que não tenho dentro de mim.

 

 

Eu sei que isto parece conversa de padre e o caraças, e eu sempre odiei as homilias por serem longas, desinteressantes e cheias de duplos sentidos. Eu sempre acreditei que a religião era a polícia dos séculos passados, pois incutia o medo nas pessoas através da exploração da sua ignorância. Eu sempre defendi que religião só há uma, a que existe dentro de cada um de nós e que se chama consciência.

 

 

Por isso sempre dispensei o conceito de um Deus - o meu. Por isso sempre recusei acreditar num só profeta - somos todos profetas. Por isso sempre achei que a igreja católica era uma instituição quase à laia de negócio - e, consequentemente, não era um espaço espiritual por direito, mas por tradição e aceitação social.

 

 

No entanto, não nego a existência da minha fé. Em parte, está hoje misturada com a fé Hindu, e não só me ligo aos meus santos populares, como também me revejo nas histórias milenares dos Deuses Indianos, Ganesha e Krishna, e acredito no poder na mente e do espírito como algo comum, uma espécie de engrenagem que só funciona em conjunto uma com a outra - a meditação é isso mesmo, aliás.

 

 

Isto tudo para dizer que estou a pensar em fazer um desses cursos Alpha. Supostamente dão-te uma visão mais real do que é o mundo espíritual e de como a nossa vida pode realmente ganhar sentido se a alimentarmos de fé. Pessoalmente, como céptica que sou, duvido que a minha cabecinha mude nesse sentido, mas vou à procura de respostas. No fundo, eu não quero saber o que é o sentido da vida, mas quero entender porque é que certas coisas são assim e não assado.

 

 

Quando me inscrever (provavelmente esta semana), logo vos digo passo a passo como as coisas são e no que consta exactamente este curso Alpha de que toda a gente fala. Estes cursos são normalmente dados pela igreja católica, mas estão abertos a todos os credos ou religiões.

 

 

E chega de falar de religião por agora. Reza a etiqueta de que este é um assunto Tabu e deve, portanto ser evitado, da mesma maneira que também deve de ser evitado falar de política ou de futebol. Hehehehe - imaginam quantas regras de etiqueta não se quebraram já por esse mundo fora? Viva a liberdade de expressão, fora com os conceitos sociais impostos pelo Homem!

 

 

(Ando um bocado anarca ultimamente, ai ando, ando...)

15
Set07

Quero voltar...

Little Miss Sunshine

Aqui sinto-me amedrontada constantemente... Na minha cabeça é só negativismo... E se as coisas não resultam? E se no emprego as coisas correm mal? E se não vale a pena estar a sacrificar-me tanto?

 

Hoje estou chateada. Apesar de saberem que não trabalho aos fins de semana - como aliás está no meu processo lá no trabalho, meteram-me a trabalhar turnos inteiros hoje e amanhã. Estou um bocado devastada, porque nos fins de semana é quando eu tiro assim umas horinhas para ir dar uma volta e fazer algum exercício. 

 

Ainda por cima, está de sol e eu vou ter de ficar fechada naquele lugar inóspito durante o dia todo. O namorado sai às duas da tarde e eu tenho de lá ficar até às oito da noite - não é o meu ideal de dia.

 

Sim, sim, estou a ganhar dinheiro - isso é, aliás, a filosofia do namorado, mas a minha filosofia é mesmo ter os fins de semana livres e o resto é história. Já estou desmotivada - e o dia ontem até correu relativamente bem, mas hoje estou mesmo com os azeites e já mandei o namorado a um sítio muita feio 'N' vezes, porque ele sabia que eu não trabalho fins de semana e quando o chefe lhe deu os meus horários ele não disse nem ai, nem ui.

 

Bolas, eu sei que me andava a lamentar que não tinha trabalho e blá blá blá, mas agora que tenho dá-me uma vontade de fugir. Queria mesmo voltar para Portugal, tenho saudades dos meus amigos e de casa e de tudo mesmo. Mas se voltar as coisas não vão ser como eram de antes, está tudo mudado. Às vezes até penso que já não pertenço àquele quadro, que o meu espaço foi de certa forma tomado e que já não posso voltar...

 

Estou tão farta de falar inglês e de viver numa sociedade que não me desponta a mais pequena ternura. Sinto-me deslocada, a ter que fazer trabalhinhos da tanga para poder sobreviver e tirar mais uma graduação académica. Vale mesmo a pena ter de passar por tudo isto?

 

(suspiro)

 

Eu só quero mesmo é saír daqui porque tudo isto me causa pânico, um buraco no estômago, uma vontade de correr sem parar. Já é mau ter de lutar contra o meu medo quase primário das minhas chefias, e ainda ter de lutar comigo própria para encontrar motivação num trabalho? E só para continuar para a frente num plano de vida que de certa forma me foi impingido? Tudo isto é frustrante e mete-me mesmo muito medo... Porque eu não sei o dia de amanhã, e se não tiver emprego, então saberei muito menos. Mas satisfação pessoal não acredito que ganhe alguma, porque a ter de passar por isto é mesmo muito complicado...

 

Eu sei que há montes de pessoas a fazerem o que não gostam, mas eu quando faço algo que me esteja de certa forma a contrariar, fico doente. E já ando doente, aos berros por tudo e por nada, começou ontem o desequilíbrio emocional outra vez.

 

Será que nunca vou sentir-me satisfeita pelo menos UMA vez nesta vida?

 

 Será que vou ter de passar por esta insatisfação pessoal constantemente?

14
Set07

Tem dias...

Little Miss Sunshine

De todos os sítios em Inglaterra, eu tinha de morar no concelho mais aborrecido! Não se passa nada por estes lados, se quero saír tenho dois míseráveis PUBs cheios de Ingleses bêbados, 90% dos quais têm a cabeça rapada e são mais largos do que eu quase três vezes.

 

Bolas, eu quando decidi vir para Inglaterra, achei sempre que me ía adaptar ao estilo de vida, ao estilo de trabalho, ao estilo de estudo... Bem, só no último estilo é que me dei bem mesmo, porque nos outros dois, jazus!

 

Estava a ler um e-mail dos meus amigos alemães, que estão neste momento a trabalhar na Suiça para adquirir experiência de trabalho, e eles contaram-me que os suiços passam 20h do dia a trabalhar, e as 4 horas restantes a saír com os amigos - não dormem, está visto!

 

Eu e o Sid, depois de ter vindo a bonança entre nós outra vez, decidimos ir até à Suiça. Se inicialmente isso estava fora de questão porque eu estava desempregada, nesta altura essa vontade nossa começa a ganhar contornos mais definidos, até porque não nos precisamos de preocupar com o alojamento.

 

É também uma oportunidade para rever os nossos amigos, que abalaram daqui em Junho rumo a Munique e de Munique rumo à Turquia. Agora que os nossos amigos assentaram arraiais perto de Zurique, é uma boa oportunidade para juntar o útil ao agradável.

 

O que eu acho piada, é que foi assim que tudo aconteceu para mim três anos atrás. Numa viagem para juntar o útil ao agradável a Londres, acabei por lhe tomar o gosto e quando voltei nesse ano, vinha com duas malas a pesar mais de 30 Kg cada e uma cabeça cheia de sonhos, projectos, ideias.

 

Se gostar da Suiça, talvez me dê bem. Não me atrapalho com italiano, o meu alemão precisa de ser polido, mas tirando isso falo bem Inglês como se fosse a minha línga mãe, portanto não descarto a hipótese de assentar arraiais eventualmente num país qualquer do mundo, tanto melhor se for na Europa - porque estou mais perto de casa.

 

Agora, ficar aqui está fora de questão. Eu sei que ainda não fui a Brighton. Eu sei que ainda não fui a Birmingham, Manchester, Liverpool, etc, etc... Mas como é que eu posso? Trabalho que nem uma moura (se bem que agora tive interregno pelo meio, mas faltou a massa...), estudo pior que uma moura, e tempo só mesmo para dar mimos à minha gata Daisy!

 

Mais, ir para fora aqui dentro é CARO como o raio. Os transportes são mesmo muito caros. No outro dia, quando fui a Reading, gastei mais de 60 libras em transportes - e quase 8 horas da minha vida em viagens inter-urbanas.

 

Bem, tenho de me ir despachar, hoje é dia de trabalho - assim meio às três pancadas, mas vou ter de ir. Por um lado é bom, no fim do mês vou ter ordenado!

 

Jokinhas...

13
Set07

E agora?

Little Miss Sunshine

 

 

... Os gajos do outro emprego (aquele aqui à porta de casa, aquele trabalho que eu 'perdi') querem-me de volta!

 

 

Entretanto eu e o Sid decidimos dar um tempo e estamos oficialmente separados. Isto vem no seguimento do post de ontem. Depois de o escrever, e de o reler, apercebi-me que as coisas não davam para continuar assim se eu quisesse manter o meu discernimento intacto.

 

Depois de tudo o que tive oportunidade de explicar nesse post, e de muito mais ter ficado por explicar, a verdade é que se estou numa relação para me sentir uma merda, o melhor é estar mesmo fora dela - nem que seja a título provisório.

 

Ele não pára de me ligar, mas eu não vou voltar atrás com esta minha decisão. Preciso mesmo de um tempo sózinha para me encontrar a mim mesma. Faz tempo que não me oiço. Tudo o que faço é sempre em benefício dele ou dos dois e não sei muito bem há quanto tempo tenho posto os meus sonhos, ideias e a minha felicidade de lado por causa desta relação.

 

Não será provavelmente o fim, mas é certamente o melhor passo a dar nesta altura onde tudo parece fugir um bocado das minhas mãos. Não tem cabimento continuar a sofrer e a sentir-me humilhada dia após dia só porque decidi continuar esta relação. Nesta altura está muita coisa em jogo e eu não posso mesmo ter este tipo de pressões afectivas.

 

Antes de decidir o rumo a tomar, tenho de pôr o mês de Agosto para trás, estabilizar-me no emprego e começar o meu Mestrado. E antes disso não posso considerar a minha relação, nem continuar a fazer das tripas coração só para fazer o menino feliz.

 

Para já vou ser egoísta e pensar em mim, porque ultimamente tenho pensado em tudo e em todos menos naquilo que eu quero, que me faz feliz. Dói, mói, mas não é permanente. A dor vai embora com o tempo.

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