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E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

02
Set09

Cinema para um...

Little Miss Sunshine

Ontem fui ver 'The Ugly Truth' (um filme de Robert Luketic - claro! - que vale mesmo muito a pena! Nunca me ri tanto!). Fui sózinha. Hoje vou ver '(500) Days of Summer' - sózinha outra vez. Não é que não tenha companhia para ir ao cinema, porque tenho bastantes candidatos a chatearem-me a cabeça! Ás vezes é difícil escolher com quem quero saír - parecem 20 cães a um osso ( e nós sabemos bem que osso é que eles querem roer!).

 

Não gosto de Ingleses, são arrojados demais e não me respeitam.  Não sei se voltarei a saír novamente com um asiático - três anos a viver com um serviram-me de emenda. Preciso de alguém mais próximo de mim, alguém que me compreenda, alguém que fale a minha língua...

 

Gosto de brasileiros. Aliás, gosto de um em especial. E gosto muito dele.  Claro que a minha história tem um grande senão - podia ter qualquer pessoa, mas tinha de escolher aquele com a história mais complicada, aquele com menos horas disponíveis, aquele que não se vai apaixonar porque se vai embora daqui a três meses, aquele que provavelmente já não vai voltar ao Reino Unido. Eu sou assim. Gosto de batalhas impossíveis de ganhar, aquelas que me vão deixar com lágrimas azedas nos olhos.

 

Provavelmente é disto mesmo que eu preciso. Viver o presente com Mr. Brazil e esquecer o futuro que não temos, aproveitar os momentos bons que passamos juntos, os carinhos que trocamos, os beijos com que cobrimos os nossos corpos e quando vier o adeus,  sorrir com a recordação e seguir em frente com a vida. Não somos iguais. Não temos muitas coisas em comum. Moramos (relativemente) longe. Não tem nada para dar certo. Mas os opostos atraem-se... e quando estamos juntos, é fogo.

 

Sim, posso dizer que o Mr Brazil não é o tipo de pessoa que eu procuro para o meu futuro, mas quem disse que essas coisas se decidem assim... Ele faz-me sentir bonita, faz-me sentir especial, desejada, e respeitada. Adoro o sotaque, adoro as palávras doces no meu ouvido, adoro cozinhar para ele, adoro ser o seu refúgio, adoro adormecer nos seus braços, ouvir o coração dele bater juntinho com o meu.

 

Será errado viver o presente com uma pessoa quando sabemos que é impossível haver qualquer futuro com ela? Ou será que é o mais acertado, considerando o facto de ter saído de uma relação há relativamente pouco tempo, a qual já tinha por si só um carácter bastante sério? Não estou a brincar com o Mr. Brazil, e no entanto, também não estou comprometida a ele. Continuo a conhecer outras pessoas, nós nunca dissemos que eramos exclusivos. A vida não pára e eu não vou perder a oportunidade de encontrar o amor da minha vida quando sei que eu e o Mr. Brazil é algo temporário e sem definição...

 

Nós  os dois sabemos que isto não tem futuro, mas gostamos da companhia um do outro... Eu penso que isso não seja errado, porque ás vezes é só mesmo isso que nós precisamos - um carinho, um abraço, um 'amasso'. Então porque é que me incomoda quando ele não liga... Ou quando ele não me dá a atenção que eu preciso...? Não me posso apaixonar agora, não tão cedo, não assim... Não é disso que eu preciso agora...

13
Set07

E agora?

Little Miss Sunshine

 

 

... Os gajos do outro emprego (aquele aqui à porta de casa, aquele trabalho que eu 'perdi') querem-me de volta!

 

 

Entretanto eu e o Sid decidimos dar um tempo e estamos oficialmente separados. Isto vem no seguimento do post de ontem. Depois de o escrever, e de o reler, apercebi-me que as coisas não davam para continuar assim se eu quisesse manter o meu discernimento intacto.

 

Depois de tudo o que tive oportunidade de explicar nesse post, e de muito mais ter ficado por explicar, a verdade é que se estou numa relação para me sentir uma merda, o melhor é estar mesmo fora dela - nem que seja a título provisório.

 

Ele não pára de me ligar, mas eu não vou voltar atrás com esta minha decisão. Preciso mesmo de um tempo sózinha para me encontrar a mim mesma. Faz tempo que não me oiço. Tudo o que faço é sempre em benefício dele ou dos dois e não sei muito bem há quanto tempo tenho posto os meus sonhos, ideias e a minha felicidade de lado por causa desta relação.

 

Não será provavelmente o fim, mas é certamente o melhor passo a dar nesta altura onde tudo parece fugir um bocado das minhas mãos. Não tem cabimento continuar a sofrer e a sentir-me humilhada dia após dia só porque decidi continuar esta relação. Nesta altura está muita coisa em jogo e eu não posso mesmo ter este tipo de pressões afectivas.

 

Antes de decidir o rumo a tomar, tenho de pôr o mês de Agosto para trás, estabilizar-me no emprego e começar o meu Mestrado. E antes disso não posso considerar a minha relação, nem continuar a fazer das tripas coração só para fazer o menino feliz.

 

Para já vou ser egoísta e pensar em mim, porque ultimamente tenho pensado em tudo e em todos menos naquilo que eu quero, que me faz feliz. Dói, mói, mas não é permanente. A dor vai embora com o tempo.

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