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E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

16
Set09

Já estás...!

Little Miss Sunshine

 

Não sei como é que isto me aconteceu.  

Eu jurei que não me ía deixar envolver demais.

 

 

Eu jurei que ía manter distância, que não me ía apaixonar. Eu disse vezes sem fim, nas minhas conversas diárias com o meu espelho, que isto não tem futuro, que ele se vai embora no fim do ano, que o mais certo é não voltar... Respiro fundo... Tenho a certeza de que isto é só paixão... e passa. Vai passar. Tem de passar.

 

Eu prometi a mim mesma que não ía estremecer quando ele me beijasse, que não ía ficar ansiosa de o ver quando o fim de semana chega, que não ía sorrir por dentro quando ele me abraça... Não quis isto, não quis... Não quis que a música me lembrasse de tudo o que já vivemos juntos, não quis esta sede de ouvir a sua voz, de o ter bem perto de mim, juntinho a mim...

 

Estas imagens que não saem do meu pensamento... Fecho os olhos e vejo... minhas mãos a tocar no cabelo dele, sinto o cheiro dele na almofada, no meu corpo... Oiço nosso riso que inunda o meu apartamento, mesmo quando estou sózinha. Não posso, não quero.... Tento resistir... Não consigo... O olhar dele está cravado no meu coração, o sorriso dele......  cravado na minha alma.

 

Não posso, não quero, não quero sentir isto!!

Como é que isto me aconteceu...?

 

Não sei, mas aconteceu.

 

 

16
Mar07

Como é que sabemos?

Little Miss Sunshine

Como é que sabemos que aquela pessoa é a pessoa certa? Como é que sabemos que vamos passar a vida toda com essa pessoa e ser felizes? O que é que nos diz que é a pessoa certa para casar, o que é que se sente? E se não for a pessoa certa? E se a pessoa certa está algures, à tua espera?

Por exemplo, hoje de manhã a minha gata escapou-se do meu quarto e, apanhando uma janela aberta saltou ao encontro do angorá amarelo que ansiosamente a esperava cá fora. Claro que eu fui logo atrás e resgatei a desgraçada entre palávras de má ordem. Não teria sido tão mau se eu não tivesse de saltar pela janela, porque a porta estáva trancada... Escusado será dizer que já fiz a minha ginástica diária!

Como é que ela, estando ausente da vida exterior desde que nasceu, sabe que precisa de um gato, daquele gato para a cobrir (ela está estupidamente com o cio). Pronto, talvez não seja o melhor exemplo, porque as gatas vão com todos quando estão nessa situação... Mas o que eu descobri recentemente é que as pessoas casam porque precisam de estabilidade e porque na altura acharam que aquela pessoa era a pessoa certa. Os meus pais quando casaram acharam que eram as pessoas certas um para o outro... A minha chefe do trabalho também... E acabou tudo em divórcio, com todos a admitirem (mesmo sem ser em campo aberto) de que não voltariam a casar.

Não tenho teorias porque na minha experiência de vida já vivi de tudo. Já me apaixonei violentamente, medianamente, mesmo nada. Já acreditei piamente, confiei cegamente, aterrei com a cara no chão de verdade, e no fim acabei sempre a lamber as feridas, umas maiores que outras. O amor que eu dizia sentir nos meus tempos de teenager nesta altura não existe mais. Já não sinto aquele calor a vir por mim a cima, as mãos a tremer ou a suar, a cabeça a andar à roda, nada... Em vez disso sinto respeito, admiração, uma amizade muito particular e vontade de ver a outra pessoa bem.

É isto que as pessoas dizem que é o amor? Porque para mim estes sentimentos são novos. Nunca contruí nenhuma relação por amizade, foi sempre por atracção física. Mesmo o F., com quem namorei quase 3 anos e pensei até que acabaria a minha vida ao lado dele, a relação começou com um "Então já não se fala aos amigos" numa sexta-feira à noite, depois dele ter cortado o cabelo e se ter tornado num ex-heavy com atributos de top model.

Com o Sid foi diferente. Ainda a recolher os pedaços de coração espalhados pelo caminho da minha vida, ele esteve lá para me amparar quando o M. acabou comigo. Ele esteve lá quando o outro M. me usou e me deixou assim, sem mais nem menos. Ele esteve lá para limpar as minhas lágrimas e nunca me deixou sózinha à noite. Ele ajuda-me em tudo o que pode, só para me ver feliz. Ele vai comigo a todo o lado só para não me deixar sózinha.

O que mais me preocupa é o facto de eu não saber exactamente o que fazer. Temos falado de casar e por mais que essa ideia me fascine, também me aterroriza completamente. E se ele não for a pessoa certa? E se der para o torto? Não quero ser mais uma estatística, queria poder ter a certeza, mas pelo que vejo ninguém tem totalmente a certeza. Relações que duram anos, assim que terminam em casamento, parece que se extinguem em menos de um mês.

No fundo acho que todos temos medo. Temos muito medo de falhar. E porque uma relação nunca depende só de nós mesmos, a possibilidade de falhar é 50%. É a falta de control que muita gente precisa para se sentir segura (e eu não sou excepção). Será por isso que numa relação há sempre uma pessoa que veste as calças e outra o vestido? Se sim, eu sou certamente quem veste as calças em 85% das vezes.

E vocês, o que acham? Como é que sabemos que aquela pessoa é a ideal? Como é que eliminamos as dúvidas e assumimos que o parceiro que nós temos e escolhemos é a pessoa certa para passar  juntos o resto da vida? Como é que sabemos?

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