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E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

E o céu azul brilhará...

Diário de uma académica portuguesa em Londres

30
Nov11

Racismo no comboio - Alguns esclarecimentos

Little Miss Sunshine

 

 

 

De notar o seguinte:

 

1. Está podre de bebeda...

2. Tem uma criança ao colo E ESTÁ PODRE DE BEBEDA (isso para mim já diz muita coisa sobre a pessoa)...

3. Pela maneira de pensar, vestir e falar dá para ver que é daquelas que vive à conta do governo (o que nós chamamos aqui de 'chav').

4. Foi identificada pela polícia e vai a tribunal por 'racially aggravated harassment'

5. Esta gaja não reflete a maioria Britânica de pensar, mas infelizmente ainde reflete a maioria Inglesa de pensar. Como em todos os países democráticos, aqui também há no governo movimentos defensores do racismo e do puritanismo Britânico (BNP-British National Party). São uma minoria.

 

FACTO: Se os emigrantes se fossem embora deste país, não haveria ninguém para fazer os trabaalhos que os Ingleses se recusam a fazer, e o país parava por falta de quem assegurasse serviços mínimos. O próprio David Cameron assumiu isso publicamente no parlamento há dias.

 

É condenável que ainda haja este tipo de mentalidade num país que é definido pela diversidade multicultural e étnica. Mas muito deste tipo de pensamento é também instigado por notícias publicadas nos jornais, tais como esta e esta. Claro que a mentalidade de um povo não se muda num dia, mas quando a imprensa é a primeira a instigar o racismo (se bem que indirectamente), dá para perceber o porquê de ainda haver muita gente a pensar como esta mulher.

30
Out09

Os dias passam a correr...

Little Miss Sunshine

...o que poderia ser bom, não fosse uma certa situação.

 

Anyway, moving on...

 

Ora bem... estou a planear uma ida a Portugal este Natal e uma ida ao Brasil para finais de Janeiro. Acham que consigo sobreviver ao stress de estar dentro de um avião por mais de 3 horas...? De qualquer forma, provavelmente ainda vou ter de ir às Mauricias e a Singapura o ano que vem, pelo trabalho! Isto se não 'aterrar' no emprego de International Officer, para o qual concorri, literalmente 'forçada' pelos meus colegas da consultadoria. Se realmente 'aterrar ' nesse emprego, isso significa um contracto permanente de trabalho, um ordenado excelente e 12 semanas fora do Reino Unido (e provavelmente dentro da China e arredores)...

 

GLUP!

 

Mas para já, não quero pensar nisso. Esta semana diminuí as horas na consultadoria, com efeito a partir de Segunda-feira. Assim sendo, a partir da semana que vem vou ter mais tempo para me poder dedicar às aulas e aos outros projectos pessoais, com muito menos stress e com muito mais afinco. Tomei a decisão de passar a part-time o meu contrato de trabalho porque descobri a minha vocação e quando se faz o que se gosta, a questão do dinheiro passa para segundo plano. Eu tinha de fazer uma escolha, e a consultadoria foi mesmo a ponte que eu precisava para chegar à posição de professora universitária. Nesta altura ando a acumular experiência e para o ano talvez consiga um contrato permanente!

 

Por isso, como vêem, tenho duas oportunidades em aberto nesta altura. Aliás... eu até tenho três oportunidades/ saídas, mas a terceira opção involve uma mudança de vida radical, um começo do zero, e uma aposta em algo que ainda está muito fresco... Por isso, para poder considerar essa opção, eu preciso de ter muito mais certezas do que aquelas que eu tenho nesta altura - e para consolidar certezas, nada melhor que deixar o tempo correr e ver onde a vida me leva.

 

Comigo sempre foi assim: quando tem de ser, os caminhos abrem-se. Se começam a haver muitas dificuldades, se as coisas deixam de começar a fazer sentido e as peças do puzzle deixam de encaixar, então normalmente isso significa que o caminho que escolhi das duas uma: ou já não é o caminho certo, ou nunca o foi. E quando isso acontece, volta-se atrás, e começa-se um novo caminho. O que interessa é que eu esteja feliz e certa nas minhas decisões, e que não viva a pensar nos 'what ifs'.

 

Tudo na vida é um risco. E se não arriscarmos então não vivemos.

 

 

Eu passo a vida a arriscar, mas o maior risco de todos - para mim - é aquele que não é considerado ou  medido, aquele que o coração nos dita. Curiosamente, é esse mesmo risco que nos ajuda a amadurecer emocionalmente, e nos torna mais perto da perfeição, seja ela quem for, esteja ela onde estiver.

27
Fev08

Tremores

Little Miss Sunshine
Earthquake in England

Magnitude 5.2 quake shakes Britain

One man injured as tremor centred on Lincolnshire damages buildings and startles people awake . Britain's largest earthquake in nearly a quarter of a century has left one person injured and a trail of damage. The magnitude 5.2 quake hit just before 1am today and was centred near Market Rasen, Lincolnshire. Its effects were felt as far away as Wales, Scotland and London.        
(The Guardian)


OK.... Eu não senti nada. A minha gata não sentiu nada... Mas claro, o gajo TINHA de sentir qualquer coisa! Estáva eu a ver qualquer coisa na TV, já na minha caminha e tal... e de repente o gajo vira-se para mim e pergunta-me:

'Não sentiste a casa a abanar? Acho que foi um tremor de terra!'

Eu desatei-me a rir, tipo «estás a sonhar acordado!» mas depois calei-me porque nas notícias a pivot lá disse que eventualmente teria acontecido um tremor de terra. Como nunca mais disseram nada, eu lá fui dormir descançadinha, para acordar com esta notícia nos jornais.

Não devo de ser lá muito sensível a tremores de terra, eu. Passou-me completamente ao lado e não foi assim tão longe daqui. Ou se calhar até sou sensível a tremores de terra sim senhor, e isso até explica o meu estado de nervos e ansiedade de ontem. É que hoje estou bem melhor e nem sequer está mau tempo.

Vou-me baldar às aulas - não quero saber. Preciso de férias e estou a planear uma fuga estratégica até Portugal durante a Páscoa. Tenho de pagar as contas primeiro...

11
Set07

Inglaterra, Inglaterra! Onde está a minha oportunidade?

Little Miss Sunshine

Quando vim para a Inglaterra estudar, pensei que estáva a caminho de 1001 oportunidades - e elas até foram aparecendo numa série de coisas na minha vida. Confesso que deixar tudo para trás e seguir para um país novo para mim não foi plano que tive de infância, foi mais o desenrolar dos acontecimentos que me empurraram para tal. Sim, a minha mãe sempre me passou a facilidade da língua (foi professora de Inglês), sim o meu pai sempre me passou a vontade de viajar e conhecer outros mundos que não o meu cantinho à beira-mar plantado.

 

Não decidi mudar de vida porque a minha vida em Portugal era uma desgraça, como acontece a tantos que pensam deixar o país por falta de condições de trabalho ou de vida. Por acaso eu estáva muito bem lançada na minha carreira, estava num emprego que me realizava pessoal e profissionalmente, era bem paga, tinha um carro, casa (mesmo que fosse a casa dos papás), roupa lavada. Eu não podia pedir mais, porque no geral, eu tinha tudo mesmo.

 

Mas o destino tem destas coisas, e impulsionada pela oportunidade que surgiu no horizonte (e em parte motivada pelo facto de poder vir a ter um curso superior, algo que deixei a meio para ingressar no mundo do trabalho), resolvi tentar. Porque não se perde nada em tentar, não é? Aliás, se não tentarmos, nunca saberemos como vai ser e eu já tive oportunidade de expressar tantas vezes que não sou pessoa de 'what ifs' ou, em português, ' e ses'!

 

Mais vale seguir o ritmo da vida, ou do destino ou lá daquilo que lhe quiserem chamar. Não foi fácil. Mas também não foi difícil. Tudo se compôs ao fim do segundo mês, e a partir do momento em que comecei a entrar na rotina e na vida inglesa, parecia mesmo às vezes que eu nunca tinha tido vida alguma em Portugal...

 

Mas apegada às minhas raízes, fui sempre marcando o ponto nas ocasiões especiais, e fui sendo sempre informada dos acontecimentos por terras lusas, mas essencialmente, pelo círculo familiar. Ainda hoje o SAPO.PT é o meu ponto de passagem obrigatório... Hoje em dia o messenger também ajuda a amenizar as distâncias com as conversas em conferência, os telefonemas ainda são carotes para poderem ser feitos todos os dias e vai-se vivendo um dia após o outro, com fé de que a conta à ordem suba mais umas librazinhas semana a semana, mês a mês.

 

O pior foi quando acabei o curso. De repente toda a minha luta tinha acabado tão depressa como começou, pois um objectivo principal foi alcançado! Como se me tivessem tirado o tapete debaixo dos pés, vi-me de repente com uma catrefada de escolhas para fazer: Mestrado? Trabalho? Se estudo estou isenta de pagar a contribuição autárquica - são £ 750 por semestre, mais renda mensal, mais a catrefada de despesas para a comida, produtos de higiene, etc... Claro que tenho de pagar o mestrado, e os livros, e os cadernos, etc, etc, etc... Trabalhar, no entanto, e apesar de trazer algumas despesas, acaba por ser a ponte para a família, a casa própria, o carro na entrada, e um jardim nas traseiras. E eu estou prestes a entrar nos 30, começo a sentir necessidade de ter um espaço só meu sem as tropelias de morar numa casa partilhada com mais quatro ou cinco indivíduos...

 

Se por um lado estou segura de que fazer o Mestrado foi a melhor solução no momento, por outro o mesmo parece que está embruxado porque desde que comecei a fazer os preparativos para o mesmo já se perderam documentos, já houveram mil e uma brigas entre mim e o mais que tudo, e a oferta condicional ainda se mantém a duas semanas de começar as aulas porque o proessor responsável por aprovar incondicionalmente as ofertas académicas está ausente por doença...

 

E eu, que feita parva, rejeitei um emprego na LEGO, porque era longe e eu não podia trabalhar full-time, com esta história do Mestrado. Um emprego feito à minha medida mas que implicaria mudar-me para mais perto de Londres (senão para o centro mesmo), e dedicar-me inteiramente ao mesmo... Mas não deu, porque escolhi fazer o mestrado! E desde que escolhi fazer o Mestrado, chovem empregos full-time de todos os cantos de Londres, propondo mil e um benefícios, mas também chovem problemas...

 

Ninguém aqui nas redondezas me contrata em regime de part-time porque:

 

1) Não sei os horários do meu mestrado ainda, só na última semana do mês se entretanto receber o raio da oferta incondicional!

 

2) Tenho demasiadas qualificações para uma mera assistente de loja, e para ser mais do que isso teria de estar disponível a full-time - e isto aplica-se a agências de emprego também.

 

Por isso ando eu aqui a queimar as pestanas ( ou em vias disso) numa pós-graduação e ninguém se digna a contratar-me, mais que não seja porque eu PRECISO! E o resto vocês já sabem: falta de motivação porque ninguém me liga, ando aborrecida como tudo, cansada porque só dou com os burros na àgua, já fui ao meu emprego anterior e tudo pedir que encarecidamente me recebam de volta (uma vez que o gerente parvo entretanto transferiu-se para bem longe), e nada. NADA!

 

O meu gajo farta-se de trabalhar, e eu também, mas enquanto que ele é pago à hora, eu não tenho quem me pague, uma vez que o meu trabalho estes dias é saír de casa de manhã com uma catrefada de CVs e chegar a casa à noite com o mínimo de CVs possível - isto enquanto não começar o Mestrado!

 

Juro que não percebo isto! O meu Mestrado é em Marketing, certas companhias poderiam até interessar-se por mim e dar-me um emprego assim assim, até eu acabar o Mestrado e depois podiam até usar-me nos quadros deles - isso acontece! Não é que eu lhes esteja a pedir que me paguem o Mestrado...

 

Sortudos aqueles que só têm de se preocupar com o trabalhito deles, e disse.

19
Jul07

Bye Bye telemóvel...

Little Miss Sunshine

O meu dia de hoje começou cedo e cheio de actividades... Lavar loiça, preparar o pequeno-almoço, ir até ao ginásio, almoçar... Até aí nada de novo... Ao princípio da tarde as minhas amigas, que vão ficar aqui em casa a tomar conta da Daisy enquanto eu e o Sidd estivermos em Portugal, vieram largar parte da bagagem delas. Depois fomos até ao centro, onde estive mais de uma hora à seca enquanto o meu namorado resolvia a abertura de uma conta num banco local para uma amiga nossa recém chegada da India.

 

Finalmente lá se despacharam e eu ainda pude ir dar um pulinho à universidade para ver os meus resultados finais. Fiquei super feliz, porque tal como suspeitava acabei o curso com média 2:1 - que é a segunda classificação mais alta do ensino britânico (a mais alta é 1:1, também chamada de 'First'). Claro que para estragar a minha alegria, enquanto atravessava a estrada da uni em direcção a casa, o meu telemóvel caiu-me do bolso, veio um jipezorro e passou-o a ferro...

 

O que vale é que o telemóvel já era velhinho, mas perdi contactos de pessoal, perdi mesmo tudo. Enfim, mais uma coisa para me manter ocupada durante esta semana. Tenho estado de folgas consecutivas desde terça-feira, ando a fazer 8h por semana o que é bastante preocupante... isto porque o dinheiro que vai entrar no final do mês não vai ser muito... E eu queria ir a Portugal com alguma liberdade no bolso - se é que me faço entender.

 

O meu menino foi trabalhar - ele agora está a fazer turnos nocturnos, o que é uma bodega porque vem tarde e a más horas e como temos sempre tanto que fazer durante o dia não passamos tempo de qualidade nenhum juntos... E depois andamos sempre às cabeçadas.

 

Esta semana  foi marcada pelo acidente aéreo no Brasil, um avião da TAM passou-se completamente para o lado de lá (da pista e do Mundo), levando tripulantes e passageiros numa viagem até 1000ºC de inferno.  - QUE MEDO!

 

Daqui a uma semana e uns dias vou estar eu a bordo de um avião, e este tipo de acidentes acontecem sempre nestas alturas, em que eu me preparo psicológicamente para enfrentar o meu medo de voar. Se por um lado é bom que estes acidentes aconteçam antes de eu voar, porque desviam as estatisticas de fatalidades do meu caminho, por outro é horrivel, porque eu me imagino muitas vezes dentro do avião e como aquelas pessoas se deverão ter sentido - se bem que como não estavam a ver nada, porque o mal dos aviões é esse mesmo ( se há merda, só os pilotos é que sabem e quase nunca vão a tempo de a desfazer...) não devem sequer ter-se apercebido do que aconteceu.

 

As circunstâncias deste acidente lembraram-me aquela aterragem maluca em Lisboa quando fui em Junho para os anos do meu pai. Os gajos do controlo não se aperceberam que os ventos na pista tinham mudado e preparávamo-nos para fazer uma aterragem com o vento de cauda (o vento deve estar sempre de frente, não de trás, que é para ajudar na imobilização da aeronave, aumentando as forças de atrito e ajudando os motores aquando os mesmos são postos em 'reverse mode'.

 

Resumindo... o piloto borregou. Chegámos a aterrar para logo de seguida levantarmos novamente, e eu vi a minha vida toda andar para trás... Mas lá aterramos, eu a tremer que nem varas verdes, só me apetecia beijar o chão assim que pus os pés em terra firme. Na minha perspectiva de análise, eu acho que os pilotos da TAM queriam mesmo fazer um borego, mas por qualquer razão o raio do bicho (avião) resolveu planar, ou talvez o controle de pista não foi feito como deve de ser... Os motores também não foram postos em 'reverse mode', enfim, pareceu-me a mim que foi erro humano... E a merda destas coisas é que em aeronaves se se erra uma vez  paga-se geralmente muito caro... Mesmo muito caro - normalmente com a vida.

 

Outro assunto que tem dominado os telejornais daqui esta semana é a 'guerra' infantil que Reino Unido resolveu abrir com a Rússia (ou será que foi ao contrário?). Ora expulsa um diplomata daqui, ora expulsa um diplomata dalí, estes gajos andam às turras desde que o espião russo Litvinienko foi assassinado com POLÓNIO 210 no Reino Unido. Agora andam com birrinhas, a expulsar diplomatas ingleses, a recusar extradição de assassinos para julgamento em Inglaterra e a recusar ajudar na luta contra o terrorismo...

 

E as grandes guerras começaram por muito menos... Por isso estou para ver onde é que isto termina. Não me apetece nada acabar envenenada com cianeto na àgua ou algo pior - nunca fiando nestes Russos. Aliás, na minha perspectiva, a máfia russa é bem pior que a máfia siciliana... Mas tenho que admitir, estes gajos são importantes aliados e quando estão contra nós o resultado nunca é muito bom... Mas reza a história que os Russos e os Ingleses sempre tiveram uma relação on-off, e portanto o melhor é mesmo não relativizar. Isto porque no fim, eles acabam sempre por dar o braço a torcer.

 

Bem, vou ver se como qualquer coisa. Ando com uma dor de cabeça que já dura desde almoço. Até breve!

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